É empresário? Saiba como poupar 8 mil € por ano

Pagar impostos e contribuições sociais é, muitas vezes, um “mal” necessário. E, se puder pagar menos? Há cartões que podem valer um bom dinheiro. E não estamos a falar do Monopólio.

Neste jogo, todos ganham: empresas e colaboradores. Pelo menos, se souberem jogar. As regras são fáceis. Já ouviu falar do cartão refeição? Sim, é um cartão. Não é a mesma coisa que ter notas e moedas na mão. E se significar ter mais dinheiro no bolso no final do mês? E se permitir poupanças elevadas para a sua empresa? Já captámos a sua atenção? Ora, preste atenção.

Em 2017, o valor do subsídio de refeição pago aos funcionários públicos aumentou duas vezes: em Janeiro, para 4,52€ e, em Agosto, para 4,77€. Apesar de dizer respeito aos trabalhadores do Estado, os valores servem de referência para o setor privado. O problema é que, na altura, a diferença entre os dois aumentos – 25 cêntimos – era sujeita a IRS e descontos para a Segurança Social. Com a entrada em vigor do Orçamento do Estado para 2018, o cenário muda. E a tributação também: passa, apenas, a existir nos casos em que os subsídios pagos em dinheiro ultrapassem os 4,77€ por dia. Mas não fica por aqui. Quer saber como pode poupar mais? É aqui que entram os cartões.

O cartão refeição é uma alternativa ao pagamento tradicional do subsídio de refeição em dinheiro. Com uma grande vantagem: fica isento de tributação até aos 7,63€ diários – o que representa uma poupança superior a 60%.

De acordo com uma simulação da Ticket Serviços, uma empresa que tenha 50 colaboradores gasta, por ano, 92.323€ em subsídios de refeição. Se pagar em dinheiro terá encargos com a Taxa Social Única (TSU) e uma despesa total superior a 100 mil € (100.542€). Se optar pelo cartão refeição, fica isenta de TSU – o que representa uma poupança de 8219€ por ano.

Na mesma lógica, o colaborador também sai a ganhar. Se receber o subsídio de refeição em dinheiro, em vez de 1846€ por ano, recebe, apenas, 1573€: 76€ são descontados para a TSU e 197€ para uma taxa de IRS estimada de 28,5%. Se a empresa onde trabalha optar por pagar em cartões refeição, o colaborador tem um benefício fiscal de 273€ por ano. Experimente fazer uma simulação aqui e veja com os seus próprios olhos.

Como é que funciona? É fácil. A entidade patronal transfere, todos os meses, o valor do subsídio para o cartão refeição. O cartão é semelhante a qualquer Multibanco ou Visa: tem um código PIN, é pessoal e intransmissível e, na maior parte dos fornecedores, até pode consultar o saldo através de uma app. Pode utilizá-lo em restaurantes, supermercados, lojas online, mercearias ou qualquer estabelecimento que tenha acordo com a rede em que se insere. O número de aderentes é cada vez maior, por isso, não deverá ter problemas em encontrar onde gastar o seu subsídio. Se, mesmo assim, não atingir o limite do saldo, o restante fica disponível para os meses seguintes. Para além do cartão, em alguns casos, existe também o pagamento através de vales. Já decidiu se quer poupar?




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