E agora, sr. Dijsselbloem? Jeroen ‘nas mãos’ de Centeno e de colegas europeus

Partido Trabalhista, ao qual pertence o atual presidente do Eurogrupo, viu reduzido o número de mandatos nas últimas eleições na Holanda. Futuro como presidente do Eurogrupo é incerto.

O futuro de Jeroen Dijsselbloem como presidente do Eurogrupo está, politicamente, nas mãos dos seus colegas, os restantes ministros das Finanças da zona euro, especialmente depois de o seu partido político, o trabalhista, ter reduzido de forma considerável o seu número de mandatos nas últimas eleições holandesas. De acordo com uma alta fonte comunitária contactada pelo jornal espanhol Expansiòn, legalmente, o holandês poderá terminar o seu mandato à frente do Eurogrupo uma vez que vai deixar de ser ministro das Finanças do seu país nas próximas semanas.

“Sobre o resultado das eleições, agora é o momento de formar um novo governo. E isso pode levar um tempo. Durante esse período, Jeroen Dijsselbloem estará em funções e continuará como presidente do Eurogrupo. O mandato termina em janeiro de 2018. Se algo for necessário, cabe ao Eurogrupo decidir”, afirmou uma alta fonte comunitária.

Questionado sobre se as normas internas do Eurogrupo permitem que alguém que não é ministro do seu país possa presidir ao organismo, foi sublinhada uma regra importante: “Um candidato – reiterou -, tem que ser ministro das Finanças ou algo relacionado (…) mas isso não tem impacto na atual presidência de Dijsselbloem”.

A diferença é subtil, mas fundamental, porque isto significa que se Dijsselbloem no pode apresentar-se para renovar o mandato não sendo ministro das Finanças (ou similar) da Holanda, pode terminar desde já o atual mandato.

Na prática, não existe nenhum automatismo entre deixar de ser ministro em funções de um país e deixar de ser presidente do Eurogrupo. Para isso, alguém deveria forçar a sua demissão com pressões políticas, ou dentro do seu próprio Governo (o Partido Trabalhista poderá não entrar na coligação de Governo) ou de um grupo de ministros das Finanças do euro que se oponham ao holandês.

 

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