Donald Trump não exclui hipótese de intervenção militar na Venezuela

O presidente dos EUA salienta que a Venezuela é um país vizinho e "as pessoas estão a sofrer e a morrer." Pelo que "a opção militar é certamente algo que poderemos seguir." Ao mesmo tempo que mantém uma "guerra de palavras" com a Coreia do Norte.

“Temos muitas opções para a Venezuela. Aliás, eu não excluir uma opção militar,” afirmou ontem Donald Trump, à porta do seu clube de golfe em New Jersey, acompanhado pelo secretário de Estado, Rex Tillerson, e pela embaixadora dos EUA na ONU, Nikki Haley. “É um vizinho nosso. Vocês sabem que estamos em todo o mundo, temos tropas em todo o mundo e em sítios muito longínquos. A Venezuela não está muito distante e as pessoas estão a sofrer e a morrer. Uma opção militar é certamente algo que poderemos seguir.”

No mesmo dia, mais tarde, a Casa Branca emitiu um comunicado informando que o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, pediu para falar com o presidente dos EUA, através de uma chamada telefónica, mas Trump recusou esse pedido. “Os EUA estão com o povo da Venezuela perante a contínua opressão do regime de Maduro. O presidente Trump terá prazer em falar com o líder da Venezuela assim que a democracia seja restaurada naquele país,” explicava o comunicado da Casa Branca.

O regime de Maduro tem estado sob crescente pressão internacional desde a eleição da nova Assembleia Constituinte, no dia 30 de julho, por entre acusações de fraude eleitoral e receios de que se trate de um golpe de Estado constitucional. Além da violência nas ruas. O jornal “Financial Times” refere que “tem aumentado a especulação em torno da hipótese de Washington ir mais além das sanções impostas a Maduro e à respetiva elite política, impondo um embargo ao petróleo venezuelano,” a principal fonte de receitas do país.





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