Digitalização é oportunidade para empresas

Mais do que um programa que promete juntar público e privado, a digitalização da economia representa o caminho para a reindustrialização

A estratégia definida para a digitalização dos processos industriais representa, mais do que qualquer outra coisa, uma oportunidade para reindustrializar a economia, preparando as empresas portuguesas para serem mais competitivas. É isso que consideram os empresários que participam nos programas delineados pelo governo, em conjunto com outras organizações económicas. Agora, todos reconhecem que é necessário um esforço de evangelização dos agentes económicos.

Carlos Barros, diretor geral Fujitsu Portugal afirma que “as empresas devem avaliar o potencial de introduzir a digitalização nas suas organizações quanto antes”. Isto, de forma, geral, em todos os setores de actividade e “não só ao nível da indústria, onde os ganhos são mais evidentes”. O presidente da CIP – Confederação Empresarial de Portugal, António Saraiva, avisa que “todas estas transformações tecnológicas, transversais a todos os setores transacionáveis, abrem novas oportunidades às empresas portuguesas”.

A estratégia para a Indústria 4.0 foi apresentada este ano e deverá ser concretizada nos próximos anos. Prevê 60 medidas, de iniciativa pública e privada, que terão impacto em mais de 50.000 empresas a operar em Portugal e, numa fase inicial, permitirão requalificar e formar em competências digitais mais de 20.000 trabalhadores.

O investimento global previsto ascende a 4,5 mil milhões de euros, em quatro anos.
O delinear desta estratégia envolveu a participação de mais de 200 agentes, entre empresas, como a Altice/PT, Bosch, Deloitte ou Google; entidades do universo estatal como o COMPETE, o IAPMEI ou o Turismo de Portugal; e associações, como a CIP ou a COTEC.

Em declarações ao Jornal Económico, António Saraiva afirma que a CIP tem feito um esforço de divulgação de ações relacionadas com a digitalização da economia e continuará a fazê-lo na próxima quinta-feira, no congresso “Moldar o Futuro – o Imperativo do Crescimento”, que se realiza em Lisboa. “Este será um dos temas a abordar na nossa conferência”, diz, defendendo o empenho em contribuir “ativamente para a capacitação das empresas e para o aumento da competitividade da economia”.

Carlos Barros sustenta que este “é um processo recente”, mas acredita “que as empresas vão descobrir rapidamente o potencial desta transformação digital, especialmente em sectores como a indústria, saúde, transportes ou serviços financeiros”.



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