Dez museus e monumentos portugueses fecharam portas hoje por causa da greve

No segundo e último dia da greve dos sindicatos, a adesão da greve insere-se nos 80%, mais dez por cento do que sexta-feira.

Dez museus e monumentos portugueses estão fechados no segundo e último dia de greve decretada pela Federação dos Sindicatos de Trabalhadores em Funções Públicas, segundo afirmou fonte da Direção-Geral do Património Cultural (DGPC) à agência Lusa.

São eles a Casa Museu Anastácio Gonçalves, os museus nacionais do Teatro e da Dança, de Arqueologia e de Etnografia, os dois polos do Museu Nacional dos Coches, em Lisboa, e, os museus nacionais Grão Vasco, em Viseu, e Soares dos Reis, no Porto, mais o Monográfico de Conímbriga, assim como o Mosteiro de Alcobaça e a Torre de Belém.

Por sua vez, o Mosteiro da Batalha encerrou na sexta-feira, mas está aberto ao público este sábado, informou a mesma fonte, acrescentando que o Museu Nacional de Arte Antiga, em Lisboa, o Palácio Nacional de Mafra e o Museu Nacional Machado de Castro, em Coimbra, estão parcialmente abertos.

O Panteão Nacional e o Palácio Nacional de Mafra encerraram excecionalmente à hora do almoço, mas irão reabrir, continuou. De acordo com a DGPC, os restantes museus portugueses dependentes deste organismo estão, também, abertos ao público.

“Entre os museus abertos contam-se os museus nacionais de Arte Contemporânea (Museu do Chiado), da Música e do Azulejo, em Lisboa, e o Museu Nacional Frei Bartolomeu do Cenáculo, em Évora, além do Palácio da Ajuda e do Forte de Sagres”, relata a Lusa.

A adesão da greve insere-se nos 80% (mais 10% do que ontem, sexta-feira), conforme apontou Artur Sequeira, da Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas. Artur Sequeira referiu, ainda, que seriam 15 os equipamentos encerrados e dez com portas abertas hoje.

A Federação Nacional dos Trabalhadores em Funções Públicas decretou uma greve nacional dos trabalhadores dos museus, para estes dois dias, sexta-feira e sábado, para contestar a falta de pessoal nos museus.

“O Governo não tem dado resposta às necessidades dos trabalhadores, que se arrastam há anos”, disse Artur Sequeira, citado pela Lusa, salientando que o ministro da Cultura se tinha comprometido com a integração de 108 trabalhadores nos quadros da administração pública, o que acabou por não acontecer.

O setor da Cultura “tem uma falta de pessoal crónica por várias razões: aposentações de funcionários, saídas por acordo e o fecho das admissões na administração pública”, disse.

No entanto, outra questão alvo de contestação por parte dos sindicatos, face ao projeto do Governo, em apreciação no parlamento, de municipalização das competâncias destes espaços culturais. “É o Ministério da Cultura que deve gerir estes serviços para garantir um serviço público de qualidade”.

Fonte do Ministério da Cultura afirmou à Lusa, na semana passada, que o Governo quer integrar 113 trabalhadores de museus e monumentos nos quadros da Administração Pública através de concurso, mas aguarda autorização da tutela das Finanças.

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