Já com a experiência de investimentos no Brasil, chegou o momento de avançarmos para novas economias emergentes da América do Sul. Argentina, Chile e Colômbia foram os eleitos.

A história tem a função pedagógica de nos fazer refletir sobre o presente e planear o futuro, com base no conhecimento que temos sobre o passado. Um axioma válido em tudo nas nossas vidas e, ainda mais, na economia e gestão de empresas.

Se olharmos para história de Portugal, pende sobre nós, desde sempre, a condição de povo aventureiro e explorador do desconhecido, com sede de um admirável mundo novo, e que “novos mundos ao mundo [foi] mostrando”, canta Camões na maior obra épica portuguesa.

Foi a necessidade de ampliar possessões territoriais, como alternativas para a realização do comércio, que nos levaram à descoberta das “Américas”.

Numa visão cíclica da história, é o que agora volta a acontecer, no primeiro quartel do século XXI. Empresas portuguesas, como as nossas, procuram novos mercados alternativos às posições consolidadas nos PALOP e à diminuta dimensão da economia portuguesa.

O destino dos investimentos? América Latina. E razões não faltam. São países que passaram com sucesso por grandes transformações políticas e sociais, que agora se sentem na economia. A estabilização da democracia, o reatar do Mercosul e das ligações económicas com a União Europeia nos planos comercial, político e de cooperação, fez crescer estas economias que, com políticas de redistribuição da riqueza, criaram uma classe média emergente que cresce a dois dígitos ao ano.

Já com a experiência de investimentos no Brasil, chegou o momento de avançarmos para novas economias emergentes da América do Sul. Argentina, Chile e Colômbia foram os eleitos.

Como afirmava o primeiro-ministro, António Costa, na sua recente visita à região, também para nós o objetivo é “chegar primeiro, para começar primeiro”. E, nesse campo, as movimentações diplomáticas vêm reforçar a confiança parte-a-parte e favorecer os investimentos.

A estabilidade social e a sustentabilidade do crescimento económico contínuo, a abertura das economias destes países ao comércio internacional e a eliminação de barreiras comerciais, mercados competitivos, boas infraestruturas, aumento do consumo e investimentos privados, e populações com um elevado nível de literacia, são elementos estruturantes que se refletem no crescimento dos PIB per capita destes países e na capacidade de gerar atratividade ao investimento estrangeiro.

Se aliarmos o facto de as populações exigirem mais educação, saúde, infraestruturas e serviços, estão criadas as condições de crescimento sustentado que apenas são possíveis, como já acontece, com a instalação de grandes corporações internacionais.

Uma nova realidade, já distante de um passado ainda recente, que dá segurança ao investimento de empresas como as nossas, que levam a estas latitudes ambicionadas ferramentas tecnológicas state of the art a nível mundial, e que dão suporte competitivo a empresas locais, mas também a multinacionais que têm de adaptar-se a novas realidades económicas e sociais.

Com a certeza de que a história é cíclica, mas não se repete, não temos o fito irrealista de dar ‘novos mundos ao mundo’, mas antes de reforçar, por via da tecnologia, a equidade num mundo globalizado que iniciámos quando chegámos às “Américas”.

Para a entrada em novos mercados, a importância do conhecimento local é essencial e não foi, nem pode ser, descurada. Quando pensamos em estender as nossas operações e procurar novas oportunidades em novos mercados, é muito importante compreender a realidade local de forma a perceber a compatibilidade da nossa atividade e dos nossos produtos com o cenário local.

Após algumas aproximações, detetámos que existe espaço para consolidação na área tecnológica, mais concretamente dos sistemas de gestão, determinantes para o apoio no crescimento dos negócios das empresas locais. Consideramos que este é um terreno fértil para o nosso negócio, e que temos as competências e experiência certas para apoiar as empresas no seu desenvolvimento com base na tecnologia.



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