Deputados adiam votação de Elisa Ferreira para vice-governadora do Banco de Portugal

Pedido de adiamento foi solicitado pelo deputado do PSD, Leitão Amaro, justificando algumas dúvidas sobre o relatório elaborado por João Galamba, deputado do PS.

Os deputados da Comissão de Orçamento, Finanças e Modernização Administrativa (COFMA) adiaram as votações do relatório da audição de Elisa Ferreira, nomeada como vice-governadora do Banco de Portugal (BdP), esta sexta-feira.

O pedido de adiamento foi solicitado pelo deputado do PSD, Leitão Amaro, justificando com algumas dúvidas sobre o relatório elaborado por João Galamba, deputado do PS.

Leitão Amaro considerou, no entanto, que as “recentes declarações públicas” de Elisa Ferreira, assim como outras posições da administradora levantam dúvidas sobre a “independência no desempenho de funções face ao Governo”, em declarações à Lusa.

As votações sobre os relatórios das audições de Luís Máximo dos Santos, também ouvido para o cargo de vice-governador, a par de Elisa Ferreira, também foi adiado. Ambos foram ouvidos na COFMA a 27 de junho.

Na altura, a administradora do BdP reconheceu que os ativos não rentáveis são um dos principais problemas da banca portuguesa e que é necessário acelerar a “limpeza dos balanços”, mas defendeu que se trata de “um problema dos acionistas e não do Estado ou do governo”.

Explicou também que o facto de Portugal não ter ainda conseguido concluir a limpeza dos balanços do mal parado e activos não rentáveis é o principal motivo da “quebra de rentabilidade” e que o regulador bancário tem trabalhado com o governo e o Programa Capitalizar “para criar um enquadramento para que o processo decorra com celeridade”.

Perante os deputados da Comissão presidida por Teresa Leal Coelho, Elisa Ferreira fez um balanço sobre as medidas adoptadas pelo organismo liderado por Carlos Costa com vista à estabilização do sector bancário, dizendo que “banca esteja [não tem] os problemas todos resolvidos, mas há uma razoável estabilização”. Como exemplos, deu a CGD, BCP e BPI, apontando-os como casos de sucesso de estabilização, ainda que seja “preciso fechar a venda do Novo Banco”.





Mais notícias