Depósitos rendem menos do que a inflação. Quais as alternativas?

Atualmente, as instituições financeiras estão a oferecer taxas de juros médias de 0,3% nos depósitos a prazo.

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Os depósitos continuam a ser um dos produtos de poupança preferidos dos portugueses. E nem as baixas taxas de juro oferecidas pelos bancos parecem afastar as famílias deste instrumento. Num ano, o montante total que os portugueses tinham em depósitos aumentou 2,7 mil milhões de euros. Em outubro, os portugueses tinham 140 mil milhões de euros em depósitos, mais 2% face ao mesmo período do ano anterior.

No entanto, quando se analisam as taxas de juro oferecidas pelos depósitos compreende-se que haja quem procure alternativas, ainda que em produtos para investidores com o mesmo tipo de perfil conservador, ou seja, em produtos que, preferencialmente, garantam o capital investido.

De acordo com os dados do Banco de Portugal, em média, a taxa oferecida pelos depósitos a prazo ronda os 0,3%. Tendo em consideração que a taxa de inflação é de 0,6%, significa que o ganho real é negativo.

“Em alguns casos, investir em depósitos não é um bom investimento. Em média os depósitos a prazo a 12 meses estão a render cerca de 0,3%, ou seja, abaixo da inflação”, adiantou António Ribeiro, economista da DECO, em declarações ao Jornal Económico.

Valerá então a pena investir em depósitos a prazo? “Somente os melhores depósitos, ou seja, aqueles que pagam as taxas mais elevadas, ainda não que não sejam muito altas, podem ser interessantes. Ainda assim, por vezes como são em bancos pequenos ou requerem condições especiais de subscrição podem não parecer tão atrativos para os investidores”, explicou o economista da DECO.

Os números mostram ainda que a taxa de poupança das famílias melhorou no terceiro trimestre de 2016, tendo se fixado nos 4%, ou seja, uma décima que no trimestre anterior. Esta subida foi justificado por um aumento do rendimento disponível dos agregados familiares, de acordo com o relatório Contas Nacionais Trimestrais Por Setor Institucional, do Instituto Nacional de Estatística (INE). A taxa de poupança das famílias, estimada pelo INE, mede a parte do rendimento disponível que não é utilizado em consumo final.

Estando então as famílias a pouparem mais, e se os depósitos estão a oferecem taxas baixas, os portugueses procuram alternativas.

Certificados de aforro
Durante muitos anos, os certificados de aforro estiveram entre o topo das preferências dos portugueses na altura de aplicar as suas poupanças. No entanto, as alterações das condições e fórmulas de cálculo, a par da queda da taxa Euribor reduziram a rentabilidade do produto que se tem revelado cada vez menos interessante do ponto de vista de investimento, segundo os especialistas contactados pelo Jornal Económico.

Atualmente, nos certificados de aforro só se encontra para subscrição a série D. E tendo em conta a fórmula de cálculo, e o facto de a Euribor está em valores negativos, em janeiro, a taxa base é apenas de 0,5% líquida. “É um valor muito pouco interessante e, por isso, não recomendamos o investimento em certificados de aforro”, concluiu António Ribeiro, da DECO.

Para quem procura opções, os especialistas recomendam olhar para outros instrumentos financeiros, nomeadamente os certificados do tesouro poupança mais, seguros de capitalização ou planos poupança reforma (PPR).

[Notícia publicada na edição impressa de 6 de janeiro]

  • maigret

    Manda-los dar uma volta ao bilhar grande!

  • Johnny

    Quando se tem o BCE a cag.ar dinheiro a juros negativos quem é que precisa de pagar juros a depositantes ?
    Eu não tenho um tusto em bancos e ganho bem mais do que 0,3% com as minhas poupanças

    • Revoltado

      Já somos 2 …banca para mim morreu com o BES nunca mais agora é chapa ganha chapa gasta e olha que já vai 1 ano e estou muito mais feliz agora…afinal o dinheiro foi feito para gastar e assim compro tudo o que posso e não faço empréstimos e nem preciso da banca para nada…pena que o patrão não me pague por xeque….senão nem 1 cêntimo lá ficava…eu obrigava-os a irem trabalhar…ai iam iam…

      • Toze

        fazes bem gastar tudo… o que acontece se perderes o trabalho? A não ser que andes a converter o dinheiro em ouro.

        • José Silva

          Se perder o trabalho pede á geringonça ou ao Costa e qual é o problema?

        • pasteldenata

          Ele pode “gastar” ao colocar debaixo do colchão. Quando tiveres o teu cartão bancário onde tinha 40 milhões de euros mas, o teu banco te disser que para levantares os 40 milhões, tens de lhes pagar 44 milhões, vais ver quem é que tem para viver.

          • Toze

            Não percebi nada o que escreveste… não dizes coisa com coisa.

  • Revoltado

    Porque será que eu não posso fazer este trabalho que a banca faz? ou seja receber dinheiro dos depositantes e ate lhes dou 1€ se a banca dá 0,3€ eu dou 1 euro…acho que faria um melhor trabalho….pelo menos ate ter uma quantia depositada para poder transferir para um offshor e depois deixa andar 40 anos ate a justiça resolver….mas que bonito…não fazia nada diferente da banca…era apenas mais um!!!

    • José Silva

      Estou admirado é não terem aparecido muitas D.Brancas a oferecerem juros altos, ou muitos mais telefonemas a oferecerem carros como nas televisões do peditório para se pagarem lautissimos ordenados á custa dos otários que telefonam.

      • nupster

        Ó Sr. José Silva, nem imagina a quantidade de “donas brancas” que existem por aí…

  • E. Macedo (Bispo)

    Colchão: Taxa 0% mas a única com Capital Garantido.

    • NTG

      Excepto contra larápios…

      • Trumputin.

        Certo. Mas estes larápios são incertos.

        Ou “outros” são certinhos da Silva.

  • José Silva

    A alternativa: Férias nas Caraíbas,hoteis de 5 ou 6 estrelas, comprar Porches e jaguares mais Mercedes de preferência em Dezembro para as estatisticas da comunicação social/geringonça todos eufóricos dizerem que os Portugueses estão a gastar mais, graças ás esmolas da geringonça.

  • pasteldenata

    Tenho um depósito a prazo de 5000 euros, para não pagar os 7,50 mensais da taxa de manutenção. A taxa de juro… 0,018%. Onde é que se arranja essa de 0,3%? E não vale contar com os depósitos que dão 0,3% no primeiro trimestre e 0,00000001% nos 21 meses seguintes.

    • nupster

      Procure a banca online. Até dão mais do que 0,3%. E são seguros como todos os outros, ou até mais!

    • José Silva

      Alternativa? Comer e beber e dar uns passeiositos. Depósitos a prazo, não muito obrigado