Democratas contestam conclusões da investigação à ingerência russa nas eleições dos EUA

A decisão do comité, composto na sua maioria por republicanos, indignou a ala democrata, que aponta o relatório preliminar como um "encerramento prematuro" da investigação.

O Comité da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos concluiu esta segunda-feira que não houve conluio da Rússia na campanha eleitoral do presidente Donald Trump. A decisão do comité, composto na sua maioria por republicanos, indignou a ala democrata, que aponta o relatório preliminar como um “encerramento prematuro” da investigação.

Mike Conaway, o deputado republicano que lidera a investigação ao caso, garante que não foram encontradas provas de que houve interferência da Rússia nas eleições norte-americanas, durante os quase 14 meses de investigação. O deputado indica que foram encontrados casos de “mau julgamento” e “reuniões inapropriadas” entre membros da campanha eleitoral de Donald Trump e russos, mas as provas não são suficientes para provar a interferência da Rússia nas presidenciais de novembro de 2016.

O documento foi apresentado esta terça-feira ao Partido Democrata, que rejeitou as conclusões do Comité. “Enquanto a maioria dos membros da comissão indicaram há algum tempo que têm estado sob grande pressão para acabar com a investigação, este é outro marco trágico para este Congresso e representa mais uma capitulação para o poder executivo”, afirmou o democrata Adam Schiff.

“Há uma série de tópicos em que a investigação está fundamentalmente incompleta. Algumas questões foram parcialmente investigadas e outras, como aquelas que envolvem alegações credíveis de lavagem de dinheiro na Rússia, continuam intocadas”, acusa o democrata.

O presidente norte-americano frisou no Twitter (em maiúsculas) as conclusões do Comité da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos: “O Comité de Inteligência, depois de 14 meses de profunda investigação, não encontro nenhuma evidência de conluio ou coordenação entre a campanha de [Donald] Trump e a Rússia para influenciar as eleições presidenciais de 2016”.




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