Défice recua na UE e zona euro no terceiro trimestre de 2017. Portugal tem quinto maior excedente

Eurostat assinala, contudo, que as contas para Portugal não incluem o impacto da recapitalização da CGD, avaliada em 2,1% do PIB, prosseguindo as negociações com o INE sobre a questão qualificada como "complexa".

European Union

O défice público na zona euro recuou, no terceiro trimestre de 2017 para os 0,3% e na UE para os 0,6%, com Portugal a registar um excedente orçamental de 1,5%, o quinto maior entre os Estados-membro da União Europeia, segundo o Eurostat.

O défice de 0,3% nos 19 países do euro compara-se com o de 1,6% no período entre julho e setembro de 2016 e com o de 1,0% registado no segundo trimestre de 2017.

Na União Europeia, o rácio do défice em relação ao produto interno bruto (PIB) baixou quer em termos homólogos (-1,7%), quer face ao segundo trimestre de 2017 (1,2%).

Em Portugal, registou-se, no terceiro trimestre, um excedente orçamental de 1,5%, que compra com um défice de 3,0% do PIB homólogos e ao de 1,4% entre abril e junho de 2017.

Este é o quinto maior excedente orçamental registado na UE, segundo o Eursostat, no terceiro trimestre de 2017.

O gabinete de estatísticas da UE assinala, contudo, que as contas para Portugal não incluem o impacto da recapitalização da CGD, avaliada em 2,1% do PIB, prosseguindo as negociações com o INE sobre a questão qualificada como “complexa”.

A Bulgária e Malta (4,2%) registaram os maiores excedentes orçamentais no terceiro trimestre de 2017, seguindo-se a Alemanha (2,5%) e o Luxemburgo (2,4%).

Já na Hungria (-3,9%), na França (-2,8%) e na Roménia (-2,5%) foram observados os défices mais altos.






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