Défice: FMI continua mais pessimista que o Governo

Caso se concretize as previsões do FMI, Portugal terá o pior défice orçamental da zona euro, atrás da Grécia, Bélgica e Espanha.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) melhorou a estimativa para o défice português, para 1,9% do PIB, no Fiscal Monitor, um relatório divulgado com as previsões orçamentais para vários países do mundo divulgado hoje em Washington. Contudo, continua a estar mais pessimista do que o Governo.

O FMI estima que o défice orçamental fique nos 1,9% este ano, subindo depois para 2,2% nos dois anos seguintes, para 2,3% em 2020, para 2,4% em 2021 e atingindo 2,6% em 2022. A instituição reviu, assim, em alta as últimas projeções que apontavam para défices de 2,1% e de 2,3% este ano e em 2018.

Contudo, caso se concretize as previsões do FMI, Portugal terá o pior défice orçamental da zona euro, atrás da Grécia, Bélgica e Espanha.

Já o Governo prevê um défice de orçamental de 1,5% do PIB este ano, em vez dos 1,6%, anunciados anteriormente, e uma descida para 1% no próximo ano e para 0,3% em 2019.

O executivo socialista reviu em alta, na última semana, a estimativa do crescimento da economia portuguesa para 1,8% face aos 1,5%, anunciados em outubro do ano passado, na apresentação do Orçamento de Estado de 2017.

Também no que diz respeito à dívida pública, o FMI mostra-se mais pessimista do que o Governo, prevendo uma diminuição mais lenta, ainda que também tenha melhorado as estimativas de fevereiro, embora

O FMI prevê que a dívida pública represente 128,6% do PIB este ano, 127,1% em 2018, 125,7% em 2019, 124,6% em 2020, 123,7% em 2021 e 122,9% em 2022.

Enquanto o executivo, no Programa de Estabilidade, estima que a dívida pública desça para 127,9% este ano, para 124,2% no próximo, para 120% em 2019, para 117,6% em 2020 e para 109,4% em 2021.

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