Debate do PSD: Rio diz que Santana Lopes não tem “credibilidade” para voltar a ser primeiro-ministro

No que respeita à continuidade da atual Procuradora-Geral da República, ambos perfilharam a ideia do Presidente da República de que se trata de um "não assunto", mas Santana Lopes foi mais claro a defender a renovação do mandato de Joana Marques Vidal.

“Se Pedro Santana Lopes for o líder do partido e candidato a primeiro-ministro, eu tenho sérias dúvidas se o povo português, olhando para aquilo que se passou lá atrás, lhe confere a credibilidade para um novo exercício do cargo,” afirmou Rui Rio, esta noite, em pleno debate televisivo na TVI. O ex-autarca do Porto explicou as razões que o levam a considerar que é o candidato com “mais probabilidades de sucesso” nas eleições legislativas de 2019. Além da “credibilidade”, Rio sublinhou que o adversário não tem “coerência”, Nesse sentido, recordou que Santana Lopes, em 2013, disse que não voltaria a ser primeiro-ministro “nem que o vento mudasse 10 vezes.”

A primeira metade do debate foi novamente centrada no passado de ambos os candidatos, nomeadamente a experiência de Santana Lopes como primeiro-ministro (2004-2005) e a relação de Rio com o PSD e os respetivos líderes nos últimos anos. O debate só voltou ao presente com uma questão sobre a continuidade (ou não) de Joana Marques Vidal no cargo de Procuradora-Geral da República. Ambos perfilharam a ideia do Presidente da República de que se trata de um “não assunto”, mas Santana Lopes foi mais claro a defender a renovação do mandato de Marques Vidal.

Por seu lado, Rio sublinhou que tem uma visão crítica sobre “o funcionamento da Justiça” em Portugal, mas recusou dizer se defende ou não a continuidade de Marques Vidal como Procuradora-Geral da República. “O mandato só termina em outubro. Não vamos começar a fragilizar, a politizar este assunto que não deve ser politizado. Isto é um não assunto. Nem sou líder do partido ainda, o partido há-de pensar nisso no tempo próprio. Por isso não respondo, nem que sim nem que não, pois não é tempo para fazer essa discussão”, explicou Rio.





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