CTT cai 9% com novas regras para o Serviço Universal e leva PSI 20 para perdas

A bolsa de Lisboa compara mal com as congéneres europeias, no fecho da última sessão da semana. Já os juros da República comparam bem. A yield está abaixo dos 1,8%.

As ações dos CTT fecharam a cair -9,04% para 3,502 euros, depois da Anacom ter divulgado 24 novos indicadores de serviço universal dos CTT – Correios de Portugal até 2020, visando garantir um “maior nível de qualidade do serviço postal universal” através de “metas mais exigentes”.

Isto mesmo depois da empresa liderada por Francisco Lacerda ter explicado que “os CTT esperam que as soluções encontradas tenham em conta a progressiva digitalização da economia, dos mercados e da sociedade, e fiquem em linha com as melhores práticas europeias e com a redefinição em curso da natureza do correio”.

Na reação, os CTT consideram também ser “fundamental garantir e desenvolver em permanência um modelo de sustentabilidade de longo prazo para o setor de serviços postais”, lembrando que “o volume de correspondências tem estado numa contínua diminuição desde 2001, sendo hoje cerca de 50% inferior ao número de cartas enviado naquele ano”. “Esta fortíssima redução é consequência da digitalização […] e tem imposto uma profunda transformação dos operadores postais”, justificam.

A ação dos CTT terá também em conta a notícia do Negócio que cita o presidente da Anacom, João Cadete de Matos, a admitir que “há uma degradação na qualidade de serviço dos CTT nos últimos anos”. Ao mesmo tempo que defende que as novas exigências para CTT são a “melhor prática a nível mundial”.

Os restantes títulos do PSI 20 também fecharam, na sua maioria, em queda. A Corticeira Amorim perdeu  -3,51% para 10,44 euros. O BCP caiu  -1,70% para 0,2957 euros e a Altri desvalorizou -1,53% para 5,140 euros.

De resto, com perdas superiores a 1% está a NOS, a Pharol e a EDP.

Pela positiva destacou-se a Jerónimo Martins cujas receitas cresceram 11% em 2017. As ações da empresa subiram 4,28% para 17,285 euros. A Sonae Capital também em alta de 2,62%.

Na Europa os índices fecharam em alta, ao contrário do PSI 20. O EuroStoxx 5o fechou nos 3.607,960 pontos a ganhar 0,35%.

O espanhol Ibex subiu 0,26% para 10.462,400 pontos; o Dax alemão fechou nos 13.245,030 pontos a valorizar 0,32%; O CAC francês terminou a sessão nos 5.517,060 pontos (+ 0,52%); o britânico FTSE fechou nos 7.778,640 (+0,20%); e Milão encerrou a subir 0,53%.

Os juros da República portuguesa a 10 anos caem 3,1 pontos base para 1,794%, uma yield record no ano. Espanha vê os juros caírem 3,7 pontos base para 1,401%, Itália assiste a uma queda de 6,8 pontos base para 1,983%, França também com a yields a caírem, 1,2 pontos base. Já os juros alemães estão inalterados nos 0,581%, o que significa que o prémio de risco dos juros da Europa do Sul melhorou.

O euro valorizou face ao dólar 0,84% para 1,2133 dólares.




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