Cristas promete melhorar mobilidade e habitação dos lisboetas

Presidente do CDS-PP e candidata à câmara de Lisboa acusou Fernando Medina de fazer regredir qualidade de vida dos cidadãos.

Na terça-feira, 27 de junho, Assunção Cristas participou num almoço-debate organizado pelo International Club of Portugal (ICPT), em Lisboa, tendo feito um “balanço negativo de 10 anos de gestão socialista” na autarquia. Cristas criticou o legado da presidência de Fernando Medina (“na senda de António Costa”) que “enche o olho de inglês e francês, mas não enche o olho do lisboeta que viu a sua qualidade de vida regredir nos últimos anos”.
A candidata do CDS-PP à presidência da CML elencou um conjunto de problemas que, na sua perspetiva, afetam a vida quotidiana de uma cidade que “deve ser para todos”, não apenas para os turistas ou para quem tem maiores rendimentos.

Cristas alertou para vários problemas ao nível da habitação que promete resolver, se for eleita. “Há pelo menos 1600 casas fechadas na cidade, sem serem atribuídas a quem realmente necessita de habitação,” lamentou. E fazendo a ligação com “a parte social” do seu programa eleitoral, descreveu uma situação concreta que testemunhou recentemente num bairro social: um apartamento T4 onde vivem 13 pessoas, ao lado de outro que está vazio há largos anos, selado com uma porta de metal, podendo ser atribuído “a famílias necessitadas.”

No mesmo discurso, Cristas definiu a gestão do trânsito, o estacionamento e os transportes como “as grandes prioridades”, prometendo lançar “uma profunda reforma estrutural da malha dos transportes colectivos” em Lisboa, para enfrentar o problema do fluxo de “360 mil carros que entram e saem da cidade todos os dias.” E anunciou que vai apresentar (nos próximos dias) um plano integrado de mobilidade, cujos pormenores ainda não revelou.

De resto, sublinhou que “Lisboa tem falta de gente”, com uma população envelhecida, “35% dos residentes têm mais de 60 anos de idade.” Também criticou as obras no eixo central, lançadas pelo atual presidente da câmara, Fernando Medina, dizendo que foram feitas “na sala de visitas, enquanto nas traseiras a cidade está a degradar-se, o que é preocupante”.

“Todos estes problemas que aqui referi, ao longo de 10 anos, o PS não tratou de nada disto e os problemas agravaram-se”, concluiu.

Artigo publicado na edição digital do Jornal Económico. Assine aqui para ter acesso aos nossos conteúdos em primeira mão.



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