Crise no Sporting: “Não nos vamos demitir”, diz Bruno de Carvalho

“Sentimos que o nosso dever, a bem do Sporting, é ficar”, avança o presidente do clube, numa comunicação, após uma reunião do conselho directivo que se prolongou por mais de sete horas.

António Cotrim/Lusa

“Não nos vamos demitir”. É desta forma que o presidente do Sporting Clube de Portugal acaba de anunciar o resultado da reunião do conselho directivo do clube, num encontro que durou mais de sete horas, e que se seguiu após a demissão em bloco da Mesa da Assembleia Geral e de alguns membros do Conselho Fiscal e Disciplinar.

“Sentimos que o nosso dever, a bem do Sporting, é ficar”, revelou Bruno de Carvalho na comunicação que está  fazer em Alvalade e que começou perto das 23 horas.

Segundo o presidente do Sporting, no momento em que são reclamas responsabilidades aos órgãos sociais, sucederam pedidos de demissão que apelida de “ameaças e chantagens” e diz ser “lamentável”.

“Manobras dos que deviam estar unidos, em torno dos superiores interesses do clube, não só por nós conhecidas”, afirma Bruno de Carvalho. A este respeito, Carlos Vieira, número 2 do conselho directivo, lança críticas aos jogadores: “tememos que os jogadores estejam a ser manobrados, colocando em causa o seu profissionalismo”.

Bruno de Carvalho volta a reclamar uma assembleia geral extraordinária que, defende, “é o local próprio” para tratar este assunto. Justifica ainda que emissão obrigacionista que está ser preparada exige estabilidade, pelo que esta é a melhor solução, salientando ainda que está em curso uma reestruturação financeira e a preparação da nova temporada de mais de 50 modalidades.

Esta decisão acaba de ser comunicada por Bruno de Carvalho, no dia em que a Mesa da Assembleia-Geral do Sporting anunciou a demissão em bloco nesta quinta-feira, 17 de maio, numa decisão que foi acompanhada por cinco membros do Conselho Fiscal e Disciplinar.

A Mesa da Assembleia Geral do Sporting Clube de Portugal, liderada por Jaime Marta Soares, avançou hoje com um processo disciplinar contra o presidente do clube, Bruno de Carvalho. A medida foi tomada antes deste órgão social avançar para a demissão em bloco, anunciada ao início da tarde desta quinta-feira, 17 de maio.

Segundo Marta Soares, que foi uma das vozes que pediu para ser instaurado este processo disciplinar a Bruno de Carvalho, o objetivo é forçá-lo a demitir-se da presidência do clube.

Jaime Marta Soares defendeu a demissão, imediata, de todos os órgãos sociais para que o clube possa avançar, de imediato para eleições.

“Nenhum dos órgãos sociais do Sporting tem o direito de se querer manter no exercício das funções pondo e causando graves prejuízos aos Sporting com essa atitude. Há que dar de imediato a palavra aos sócios, através de eleições, para que escolham as pessoas certas para estar à frente dos destino do Sporting. Esta situação não pode mais manter-se, não há espaço para continuar. Tem de ser já, de imediato, demitirem-se todos os órgãos sociais para que possamos dar a palavra aos sócios”, referiu em declarações à TSF.

“Apelo à direção, ao senhor presidente Bruno de Carvalho, que siga este nosso exemplo, que apresente a sua demissão, e do Conselho Diretivo”, disse ainda Marta Soares à agência Lusa.






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