Criptomoeda: como os investidores fintam regras mais apertadas

As variações económicas e de regulação dos vários mercados ditam onde e por que moedas “reais” se trocam as criptomoedas, dando conta de quão volátil é este mercado.

As criptomoedas estão mais fortes do que nunca. A Bitcoin já ultrapassou a fasquia dos 5.000 dólares na passada quinta-feira, tendo crescido mais de 400% desde o início do ano. Mas aquela que foi a primeira criptomoeda do planeta não é a única a ser comercializada. Existem mais 11 criptomoedas com um valor de mercado acima dos mil milhões de dólares, dando aos investidores várias opções de investimento. Para deixarem o mundo digital, estes ativos são trocados por moedas “reais”, cuja procura tem variado de acordo com as alterações económicas e de regulação, o que reflete o quão voláteis são estes mercados.

Segundo a Bloomberg, entre agosto de 2016 e fevereiro de 2017, a Bitcoin era maioritariamente trocada por yuans, chegando a moeda chinesa a representar 98% do total de Bitcoins trocadas. Tudo mudou em fevereiro, quando os reguladores chineses começaram a apertar o cerco às trocas de moedas digitais. O destino das Bitcoins passou então a ser o Japão, que adotou medidas opostas às da China, mais “amigas” das moedas digitais. O yen passou a representar, em média, mais de 50% de todas as trocas de Bitcoin, seguindo-se o dólar, com uma média de 30%. Apenas uma média de 5% de Bitcoins são trocadas por euros, ao passo que o won coreano represente uma média de 14% das trocas.

Apesar de ocupar o terceiro lugar nas trocas de Bitcoin, a moeda coreana é a mais pedida pelos investidores em Ethereum, a segunda maior moeda digital do planeta. A razão passa pelas políticas económicas do país, que estão a limitar o acesso a ativos mais tradicionais, o que impele os investidores a minar criptomoedas. Este aumento da procura por parte dos investidores coreanos destronou aquela que era a principal moeda nas trocas de Ethereum, a Bitcoin.

Segundo os dados da Bloomberg, as trocas de Ethereum por Bitcoin valiam entre 70% e 80% do total de trocas, até maio de 2017, quando o won começou a ser o mais trocado, com uma média de cerca de 40% do total de trocas. Segue-se o yuan chinês, com 31% e o dólar, que vale entre 10 e 15% do total.

 

 



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