Sabemos que os ciclos económicos se manterão, mas a longo prazo ninguém poderá parar o avanço científico, a inovação e a cultura de mudança para melhor que se instalou nas sociedades modernas.

O Crescimento

Nas sociedades contemporâneas, o Crescimento Económico tornou-se o principal objetivo das nações, empresas e organizações em geral. Somos diariamente bombardeados nos meios de comunicação com a necessidade de ultrapassar a crise e os governos rejubilam quando veem esse mesmo Crescimento Económico acontecer, antevendo a sua reeleição como consequência.

O crescimento está na ordem do dia, especialmente nas empresas, unidades fundamentais que fazem o sucesso da economia. Vários estudos focados na avaliação de desempenho das principais organizações na Europa e nos Estados Unidos concluem que, apenas uma em cada dez empresas, consegue entregar valor aos acionistas de uma maneira sustentada num período entre 10 a 20 anos. De facto, um estudo da Gartner de 2016 revela que esta é a principal preocupação nas agendas da Gestão de Topo. Mas como explicar esta obsessão das sociedades modernas?

 

O Homo Deus

No bestseller de Yuval Noah Harari, “Homo Deus”, evidencia-se a mensagem de que a Humanidade está, neste momento, ocupada em avançar para a sua próxima etapa evolutiva: a transformação do Homem em Deus. Harari menciona que estamos num ponto da História em que todos os problemas que atormentaram a Humanidade durante milénios estão prestes a ser resolvidos: guerras (é mais provável cometer-se suicídio do que morrer num conflito armado), fome (é mais alto o risco de obesidade do que de fome) e doenças (a morte tornou-se um simples problema técnico e estamos perto de alcançar a imortalidade).

Desta forma, defende que a Humanidade está numa posição em que pode levantar a cabeça e olhar para novos horizontes, já que muitas aptidões tradicionais que foram consideradas divinas, são hoje tão banais que nem nos apercebemos delas.

Sabemos que os ciclos económicos se manterão, mas a longo prazo ninguém poderá parar o avanço científico, a inovação e a cultura de mudança para melhor que se instalou nas sociedades modernas. É neste contexto que Harari explica que, para a economia moderna sobreviver, esta necessita de crescer de forma constante e permanente.

O Homo Deus continua na sua busca pela perfeição, personificado nos atuais Gestores de Topo e Conselhos de Administração. E embora alguns observadores defendam que o único objetivo do capitalismo passa pelo aumento do lucro em benefício dos acionistas, hoje verifica-se que o crescimento de vendas, juntamente com o crescimento de rentabilidade, é afinal a visão mais equilibrada, com benefícios para todos os intervenientes nas atividades económicas. São aliás poucas as empresas que conseguem fazer crescer a rentabilidade sem, ao mesmo tempo, fazer crescer as vendas.

 

Uma Cultura de Melhoria Contínua

Passamos a outro fator fundamental na capacidade de fazer crescer uma economia, seja ela a nível macro (países e grandes conglomerados) ou micro (organizações e empresas): a capacidade de mudar para melhor, abandonando antigos paradigmas e formas habituais de pensar e trabalhar.

Uma Cultura Empresarial de Melhoria Contínua possibilita um Crescimento Sustentado na perspectiva de Vendas, Qualidade, Custos, Serviço e Motivação de Colaboradores. Na metodologia Kaizen (Kai = Mudar, Zen = para Melhor), estes são denominados como objetivos GQCDM (sigla em inglês para Growth, Quality, Cost, Delivery & Motivation).

Hoje em dia, as Estratégias de Crescimento assentes na filosofia e métodos Kaizen têm vindo a assumir um papel fundamental no esforço de crescimento rentável das organizações. O Kaizen envolve a implementação da prática diária de ações de melhoria e mudança para melhor. O Sistema Kaizen de Gestão da Mudança assenta na prática de workshops de melhoria aos vários níveis hierárquicos e processos da organização, com o intuito de fomentar um processo de gestão da mudança.

Desta forma é possível construir uma cultura baseada na prática da melhoria a todos os níveis, em todas as áreas e a todo o tempo. Se a organização for flexível e procurar a implementação de mudanças estratégicas com rigor, as melhorias implementadas vão ter impacto positivo nos objetivos GQCDM e o resultado final será o desígnio do Homo Deus na empresa: a Melhoria Contínua do Crescimento Rentável.

Em suma: o Crescimento da Organização em Tamanho, Rentabilidade e Continuado é o Objetivo número um das empresas de sucesso; o Crescimento permite a melhor recompensa, quer espiritual quer material, de todos os envolvidos (colaboradores, gestores, acionistas e outros interessados); o Crescimento fica muito facilitado se a Organização desenvolver uma Estrutura e uma Cultura viradas para a Melhoria Contínua. Desta forma, é possível tornármos as nossas organizações mais fortes para a geração seguinte, indo à luta e atingindo o nosso desígnio de Homo Deus.




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