Crédito às empresas cai em 2017, com exceção das microempresas

Por outro lado o crédito às famílias registou um acréscimo face a 2016, com maior peso do crédito ao consumo e outros fins.

O Banco de Portugal publicou os dados publicados estatísticos relativos a dezembro de 2017 sobre empréstimos concedidos pelo setor financeiro residente às sociedades não financeiras (empresas) e às famílias.

No ano passado o crédito às empresas, incluindo às exportadoras, caiu. Só as micro empresas viram o crédito aumentar em termos anuais.

Os empréstimos concedidos às sociedades não financeiras (empresas), em 2017, tiveram uma taxa de variação anual  negativa,  de -3,3%. Este valor representa um decréscimo de 0,5 pontos percentuais (p.p.) face a 2016.

Com exceção das microempresas, cuja taxa apresentou um aumento de 4,1 p.p. face a 2016, para 0,5%, as restantes classes de dimensão apresentaram uma redução na respetiva taxa de variação anual.

As empresas privadas exportadoras apresentaram em 2017 uma variação anual de -1,4%, registando uma redução de 2,5 p.p. relativamente a 2016.

Em termos de qualidade da carteira de crédito, o rácio de crédito vencido das sociedades não financeiras (empresas) situou-se em 13,5%, menos 1,7 p.p. do que em 2016.

A percentagem de devedores com crédito vencido foi de 25,1% (abaixo dos 27,2% em 2016).

Já no que se refere aos empréstimos a particulares, designado na estatística por crédito concedido às famílias, verificou-se que em 2017, a taxa de variação anual dos empréstimos concedidos às famílias foi de -0,1%, refletindo um acréscimo de 1,5 p.p. relativamente ao ano anterior. Isto é, caiu menos do que no ano anterior.

A taxa de variação anual dos empréstimos à habitação aumentou 1,1 p.p. para -1,6%, enquanto nos empréstimos ao consumo e outros fins a variação anual aumentou 3,4 p.p., para 6,4%.

No que toca ao rácio de crédito vencido dos empréstimos às famílias, este situou-se em 4,2%, menos 0,4 p.p. do que em 2016. Esta redução foi influenciada pela finalidade “consumo e outros fins”, onde este indicador reduziu 2,7 p.p. para 9,4%, diz o banco central.

A percentagem de devedores do setor das famílias com crédito vencido diminuiu 1,2 p.p. em relação a 2016, fixando-se em 11,8%.




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