Cova da Moura: INEM enviou relatório sobre agressões à PJ, mas IGAI ignorou

Instituto Nacional Emergência Médica entregou à PJ todos os verbetes de assistência médica, mas Inspeção-Geral da Administração Interna não pediu esclarecimento relativamente a este caso.

No dia 5 de fevereiro de 2015, seis jovens da Cova da Moura foram alegadamente agredidos por agentes da PSP e, no processo do Ministério Público, há dois registos do INEM sobre a deslocação à esquadra de Alfragide, nos quais situações de “agressões” são descritas.

Num desses registos está escrito que o paciente foi “vítima de agressão, socos e pontapés, com queixas de várias dores e que estava algemado”, segundo avança a edição de hoje do Diário de Notícias.

Estas informações foram enviadas para a PJ, mas esclarecimentos nunca foram pedidos pela Inspeção-Geral da Administração Interna (IGAI), confirmou o DN junto a fonte do INEM.

Quando chamados para situações de agressão, o Instituto Nacional Emergência Médica transfere o caso para a autoridade competente para o fazer. “Não é ao INEM que compete fazer qualquer tipo de investigação, registar denúncias ou apurar informação sobre agressões. É à autoridade”, explica o instituto ao jornal.

O INEM garante que não foi registado nenhum pedido do IGAI para analisar o caso dos seis jovens, informando ainda que após os incidentes de 2015 na Cova da Moura, foram abertos nove processos disciplinares, dos quais sete foram arquivados, e foram aplicadas sanções a dois casos.

O instituto diz ainda que o transporte dos jovens foi feito sob escolta policial. Um dos técnicos disse que não falou com as vítimas, porque um dos agentes estava na ambulância e recomendou que não falassem.



Mais notícias