Continuação da Aerovip por mais um ano agrada mas “é insuficiente” para o Governo

A Secretaria Regional da Economia, Turismo e Cultura congratula-se com a medida que foi avançada sobre a manutenção das viagens aéreas entre as ilhas da Madeira e do Porto Santo, por mais um ano, pela companhia aérea Aerovip. Mas faz reparos.

Aerovip que está em fim de contrato, mas que, deste modo se manterá na linha mais um ano e evita uma quebra nas ligações que poderiam ocorrer já este verão, depois de terminado o vínculo da companhia aérea.

Num comunicado acabado de divulgar, a referida secretaria regional refere que se trata de uma solução intermédia que “vai ao encontro das preocupações manifestadas, de forma insistente e continuada, ao longo dos últimos meses, pelo Governo Regional da Madeira, junto do Ministério e da Secretaria de Estado das Infraestruturas, para que as ligações aéreas, entre as ilhas, não fossem, de forma alguma, postas em causa, no período em que mediava o fim da atual e o início da nova concessão. Tudo isto, recorde-se, devido ao facto do Governo da República não ter procedido, em tempo, conforme era da sua exclusiva competência e responsabilidade, ao lançamento do novo Concurso Público Internacional que previa a exploração dos serviços aéreos regulares, nesta rota”.

Contudo, evidencia que esta decisão “é, todavia, manifestamente insuficiente e representa uma enorme desilusão, na medida em que responde, imediatamente, ao problema, mas adia a solução que todos os porto-santenses desejavam e esperavam, a qual se encontrava plasmada na proposta que foi entregue, precisamente, pela Região, ao Governo da República, três meses antes do prazo previsto, de modo a que o Estado Português pudesse lançar o referido Concurso Público”.

Mais refere o governo em comunicado que, “falhando o compromisso que assumiu perante a Região e, particularmente, perante a população do Porto Santo, o Governo da República limita-se a assegurar uma resposta que mantém os problemas identificados e que prorroga quer a falta de resposta para as necessidades de mobilidade dos residentes, quer a afirmação externa do destino Porto Santo”.

Menciona ainda que “será oportuno recordar que a proposta que havia sido validada, pelo Governo da República, para o Caderno de Encargos do novo Concurso Público a lançar, acautelava a larga maioria das reivindicações expressas, pelo Governo Regional, a favor dos interesses dos cidadãos residentes naquela ilha”.

Complementa que “o aumento da capacidade da aeronave para, no mínimo, 36 lugares, a realização de voos extraordinários, sempre que houvesse razão para a existência dos mesmos, a adequação e ajustamento dos horários das frequências em função das chegadas dos aviões com ligações externas, o transporte de 23 quilos de carga no porão para cada um dos passageiros e mais 8 quilos de carga na cabine, a capacidade de carga de 145 quilos por dia, para o correio ou outro tipo de carga que não estivesse relacionada com a bagagem dos passageiros, a introdução da Tarifa ONE WAY e do bilhete corrido e a integração desta operação num sistema informatizado eram, entre outras, algumas conquistas que tinham sido consideradas nesta proposta e que, agora, se adiam, por mais um ano”.

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