Conta Solidária Caixa atingiu meio milhão de euros em 24 horas

Os montantes recolhidos destinam-se a fazer face às necessidades das vítimas dos incêndios. Para além da CGD, outras instituições financeiras se juntaram à solidariedade e pesar pelas vítimas do maior incêndio dos últimos tempos, como o BCP, o Novo Banco e a Liberty. A CMVM fez um minuto de silêncio pelas vítimas.

Rafael Marchante/Reuters

A “Conta Solidária Caixa” para ajudar as vítimas do incêndio de Pedrogão Grande atingiu, em 24 horas, um montante de donativos superior a meio milhão de euros, até às 19h00 desta segunda feira, avança a CGD em comunicado. O número de pessoas que deram um contributo através desta ação atingia, à mesma hora, as 7.384 pessoas.

Os montantes recolhidos destinam-se integralmente a fazer face às necessidades das vítimas dos incêndios, “permitindo que, o mais rapidamente possível, possam retomar as suas vidas”, diz o banco.

Outras instituições juntaram-se a este movimento solidário de ajuda às vítimas do maior incêndio do país dos últimos tempos. O Millennium bcp também abriu uma conta de solidariedade, assim como o Novo Banco.

Os fundos recolhidos através destas contas de solidariedade serão distribuídos em articulação com as autoridades locais no apoio à reconstrução e reparação dos danos causados pelos incêndios.

A Liberty Seguros também anunciou uma Unidade Móvel de Apoio ao Cliente pronta para Pedrogão Grande/Figueiró dos Vinhos.

A Unidade Móvel e os representantes Liberty Seguros ficam assim disponíveis para qualquer esclarecimento no âmbito das perdas de familiares e bens móveis e imóveis. “Esta presença no terreno pretende assim ajudar os nossos clientes afetados a retomar a normalidade tão breve quanto possível, identificando os casos no próprio local e acelerando os processos e pagamento de indemnizações”, diz a seguradora em comunicado.

“A Caixa Geral de Depósitos está também no terreno, a implementar uma série de medidas de modo a atenuar os impactos desta tragédia”, diz a CGD que elenca. Aos clientes CGD (com crédito à habitação) com habitação destruída será atribuída uma moratória de capital e juros até 2 anos; Haverá antecipação de reembolso da seguradora para despesas imediatas, para clientes e não clientes da CGD.

O banco liderado por Paulo Macedo concede uma linha de crédito com limite máximo de 50.000 euros com uma taxa de até 75% (desconto de 25% sobre a taxa praticada) das taxas em vigor para Crédito à Habitação, com prazo de 7 anos a taxa fixa e maturidade de 7 anos, destinada a compra de equipamentos e obras de reabilitação. “Esta linha é passível de ser extensível a um maior montante, avaliado caso a caso de forma a responder eficazmente a cada caso concreto. Esta medida, estará igualmente disponível para as empresas afetadas”, diz o banco.

A CGD está ainda a fazer um levantamento do parque de imóveis de modo a encontrar soluções para os desalojados nas regiões afetadas pela tragédia, refere a nota.

Um pouco por todo o lado foram manifestados pesares sobre a tragédia de Pedrogão, onde morreram 64 pessoas e outras tantas ficaram feridas.

A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, foi uma dessas instituições e cumpriu hoje, às 12 horas, um minuto de silêncio em memória das vítimas dos incêndios de Pedrogão Grande.

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