Congresso do PSD (dia 2): Rui Rio tem um sócio e Montenegro faz prova de vida

Os congressos dos partidos não são retiros nos quais se deva procurar tempo para refletir. Pensar, para quem quer e pode, é antes. Ali, vai-se, como aos restaurantes da moda, para ver e ser visto - e, com sorte, para sair de lá com a glória do nome nas listas.

Hoje, quando Luís Montenegro começou a falar, as listas já estavam fechadas e seriam anunciadas logo a seguir por Rui Rio, que apenas as negociou com o ‘sócio’ Santana Lopes. Já estava, portanto, toda a gente calma para assistir ao momento mais celebrado do dia.

Montenegro, iluminado pela virtude de melhor pai que prometeu ir ser e do futuro candidato a presidente do PSD que ameaçou poder um qualquer dia vir finalmente a ser, foi aplaudido por estar contra e por ser a favor. A plateia premiou-lhe tanto as críticas e ameaças ao líder como as promessas, olhos nos olhos, de que, afinal, estava e estaria com ele. Não sempre, claro; mas enquanto fosse possível, como é óbvio. Disse confiar e mostrou desconfiar. Anunciou a saída de deputado e logo a seguir colocou-se a seguir as pisadas de Louçã: vai ficar a vigiar na rádio, na televisão e nos jornais!

Aos 45 anos, Montenegro fez prova de vida e mostrou que deve ter revisitado os melhores vídeos dos tempos áureos de Santana Lopes, quando este ainda não se movia com a agilidade de um elefante nem fazia aquelas bochechas, recheadas a ar, que devem estar a construir um sólido e respeitável perfil presidencial.

De resto, nada de novo.

Como esperado, Rui Rio está a gerir bem o Congresso do PSD. A parceria com Santana foi win-win. Negociou para unir, reservando para si o essencial: uma direção de gente experiente, com qualidade e da sua inteira confiança pessoal e política. Rio é um homem sério, determinado, que no último dia do congresso deveria explicar melhor quais são as áreas em que podemos esperar dele e do PSD acordos para reformas importantes no País.




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