Confrontos prejudicam indústria do futebol, diz vice-presidente do Benfica

"O mercado português não cresce, nem nada que se pareça, ao ritmo dos outros, e portanto o Benfica nunca terá uma capacidade de competitividade económico-financeira idêntica aos outros", disse Nuno Gaioso Ribeiro, em entrevista à Antena 1 e ao Negócios.

REUTERS/Rafael Marchante

O vice-presidente do Benfica e administrador da SAD defende que a relação conflituosa entre clubes de futebol destrói valor e prejudica a indústria do futebol. Em entrevista à Antena 1 e ao Jornal de Negócios, Nuno Gaioso Ribeiro, que é também presidente da Associação Portuguesa de Capital de Risco, afirmou que “a forma como a indústria do futebol se comporta no relacionamento entre clubes é destruidora de valor”.

“Coloca também um problema reputacional a quem esta envolvido na própria indústria”, continuou o vice-presidente do Benfica. Acrescentou não saber quando é que os conflitos entre clubes vão parar, mas garantiu que “o Benfica não tem contribuído para isso” e defendeu que sejam usadas todas as possibilidade de diálogo existentes, incluindo mediação.

Sobre a hipótese de o Benfica entrar no capital de uma equipa da primeira liga inglesa, a Premier League, Gaioso Ribeiro explicou que “o Benfica tem um problema, entre aspas, no seu modelo de crescimento e esse problema é estar num mercado periférico”, disse, à Antena 1 e ao Jornal de Negócios. “O mercado português não cresce, nem nada que se pareça, ao ritmo dos outros, e portanto o Benfica nunca terá uma capacidade de competitividade económico-financeira idêntica aos outros”.





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