Combate à fraude requer estrutura, ferramentas e aposta na formação para a cidadania

Esta é a síntese das intervenções na “conferência sobre prevenção da fraude”, promovida pela Observatório Português de Compliance e Regulatório, que se realizou em Lisboa e que contou com o apoio do "Jornal Económico".

Cristina Bernardo

O combate à fraude em Portugal necessita de estrutura e de mecanismos para ser mais eficaz, assim como de um reforço da formação para a cidadania, segundo as intervenções dos intervenientes na “conferência sobre prevenção da fraude”, promovida pelo Observatório Português de Compliance e Regulatório (OPCR), que se realizou esta quinta-feira, 24 de Junho, em Lisboa.

Esta iniciativa, que contou com o apoio do Jornal Económico, como media partner, teve como principais oradores Pedro Subtil, partner da consultora EY; Rute Serra, vice-presidente do Observatório de Economia e Gestão de Fraude; e Leonor Furtado, inspetora-geral das Atividades em Saúde.

Leonor Furtado insistiu na necessidade de uma mudança cultural, para que os cidadãos não pactuem com comportamentos fraudulentos, e definiu como necessidades para o combate antifraude a informação – análise de dados – e o reforço de comportamentos éticos.

A necessidade de formação foi também apontada por Pedro Subtil, que referiu, no entanto, que só este aspecto é insuficiente, defendendo, também, que as organizações se devem dotar de ferramentas de prevenção e combate antifraude e adotar boas práticas.

Rute Serra defendeu que, para se gerirem eficazmente problemas éticos, especialmente no setor público, é necessário atuar nas perspetivas da prevenção, monitorização e sanção.

“A primeira preocupação de um país que pugne por um serviço público íntegro e transparente deve ser criar uma infraestrutura ética no serviço público, robusta e eficaz”, disse.

Seguros e saúde em debate

A conferência incluiu a realização de três mesas redondas, uma sobre a fraude nos seguros, outra sobre a fraude na saúde e uma terceira sobre prevenção da fraude.

O OPCR foi constituído no ano passado, sob a liderança de Nuno Moraes Bastos (presidente) e Miguel Trindade Rocha (presidente executivo), com o objetivo de promover o conhecimento e a valorização social das atividades de compliance e regulatório, procurando definir padrões de qualidade para o exercício profissional dessas áreas. Junta especialistas do mundo do direito, da finança e das empresas.

Além da realização de conferências e outros eventos, a associação vai elaborar códigos de ética, recomendações e manuais de procedimentos, entre outras iniciativas previstas nos seus estatutos.






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