Citroën C3. A diferença está nas redes sociais

O público-alvo estava bem definido. Deveria ser jovem, urbano e com gosto refinado. Afinal o interesse no utilitário Citroën C3, segmento B, vem de todos os lados, a começar pelas famílias.

Experimentámos o modelo mais exuberante, o Puretech Shine de 110 cv e com caixa automática EAT6. Mas este C3 tem mais. A ConnectedCAM Citroen regista tudo o que se passa na frente do veículo e permite a partilha imediata nas redes sociais. As “selfies” passaram a ter um outro ângulo… . Ah e não nos podemos esquecer da sua vertente de camaleão: tem 36 combinações possíveis de tejadilho com a carroçaria.

A primeira sensação foi o redefinir da condução, a suavidade e o descomprimir em condução urbana. Aquilo que se costuma dizer de quem conduz um caixa automática é que depois de experimentar não quer outra coisa, e é bem verdade. A posição de condução está correta e o teto panorâmico (extra) é para experimentar ao final da tarde. O motor a gasolina – sim, gasolina é uma opção que volta a ser económico perante motores eficientes – fez um consumo em torno dos 7,1 l aos 100, o que é razoável tendo em conta que o circuito misto não privilegiou modelos de condução económicos, pelo contrário, onde foi possível “carregar”, o C3 deu boa capacidade de resposta. Um senão é o facto do tanque de 45 litros não permitir uma autonomia muito longa.

O interior é dominado pelo bancos confortáveis, pelo detalhes, caso das pegas das portas a assemelharem-se a uma pega de mala de viagem, pela conectividade, com destaque para a câmara de grande angular em HD e que permite captar informação para para publicar nas redes sociais ou ser usada em caso de necessidade para informação oficial. O registo do vídeo permanece no veículo em caso de embate, algo que só os veículos premium conseguiam oferecer. O ecrã tátil de 7 polegadas é suficiente para o tamanho do veículo mas tem como senão o facto de a ativação de determinadas funções não ser fácil com o veículo em movimento. O modelo do botão em consola central continua a ser uma opção mais prática versus o touch.

Em termos de novas funcionalidades a nível tecnológico para serviço de segurança o C3 responde com o alerta de transposição de faixa sem indicação de pisca, ou ainda o sistema de aviso de ângulo morto através de um pictograma nos retrovisores; ou o alerta de sonolência e que é ativado após duas horas de condução seguidas acima dos 70 km/h.

No exterior o realce está na assinatura luminosa de Led à frente e atrás e os airbumps nas portas. E este é um aspeto a realçar pois para além do visual diferente e que até pode parecer estranho até se perceber a utilidade da solução, tem um função deveras útil. Trata-se de uma pele cheia de ar aplicada nas portas, precisamente na zona dos toques arreliadores e que deixam mazelas. Esta pele que tecnicamente se designa por poliuretano termoplástico alifático visa resistir aos riscos e às agressões do dia-a-dia. São seis cápsulas com ar encapsulado.
Ainda no exterior e uma nota para a evolução do monograma C3 para um 3 a negro e com uma banda cromada a rodeá-lo, numa clara inspiração a partir do conhecido Cactus.

Em termos de performance este “110 cavalos” a gasolina e transmissão automática responde bem nas acelerações e ultrapassagens, sendo penalizado pelo consumo quando a condução não é suficientemente cuidada. No teste que fizemos em todo o tipo de estrada e com carga, a média de consumo foi de 7,1 l/100 km. Alguns extras devem ser incluídos neste carro, caso do ConnectedCam com um custo de 250 euros, ou o Connect NAV por 500 euros e, sem sombra de dúvida deve optar-se pelas jantes de 17 polegadas que envolvem mais 250 euros.



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