China ajuda Coreia do Norte e Trump reage no Twitter

Embarcações norte-coreanas estão a fazer ligações ilegais com navios chineses no mar para se abastecer de petróleo, diz a imprensa sul-coreana. Trump não gostou e já reagiu no Twitter.

Jonathan Ernst/REUTERS

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quinta-feira que estava “muito desapontado pelo facto da China permitir a entrada de petróleo na Coreia do Norte”, e que  “nunca vai haver uma solução amigável” para a crise do programa nuclear norte-coreano se isso continuar a acontecer, conforme escreveu no Twitter. A informação é da agência Reuters.

A China realçou que não há qualquer sanção da ONU que impeça a venda de petróleo para a Coreia do Norte, após um jornal sul-coreano noticiar que embarcações norte-coreanas estão a fazer ligações ilegais com navios chineses no mar para se abastecer de petróleo.

A administração Trump tem liderado uma iniciativa para intensificar as sanções globais contra Pyongyang, que tem feito esforços para desenvolver mísseis nucleares capazes de atingir os EUA. Washington diz que a total cooperação da China, vizinha e principal parceira comercial da Coreia do Norte, é vital para o sucesso da iniciativa, e alerta que todas as opções são cogitadas, inclusive as militares, para lidar com o regime norte-coreano.

Na semana passada, o Conselho de Segurança da ONU decidiu unanimemente adotar novas sanções contra a Coreia do Norte, tentando limitar ainda mais o acesso a derivados de petróleo refinado e bruto. A resolução da ONU visa proibir quase 90% das exportações de petróleo refinado para Pyongyang, estabelecendo um teto de 500 mil barris do produto por ano.

A medida delineada pelos EUA também pede um teto de 4 milhões de barris de petróleo bruto por ano para o país e exorta o Conselho de Segurança a adotar novas reduções, caso os norte-coreanos efetuem outro teste nuclear ou lancem outro míssil. A China já realçou várias vezes que está a aplicar totalmente as resoluções contra a Coreia do Norte, apesar de Washington, Seul e Tóquio desconfiarem de que ainda existem lacunas.



Mais notícias