CGD de Vale de Cambra instalou “picos” à porta para afastar sem-abrigo

O partido exige uma "rápida retirada desse instrumento de tortura social", que considera ser "revelador de um total desprezo e falta de solidariedade para com as pessoas mais desprotegidas da nossa sociedade".

Rafael Marchante/Reuters

A Caixa Geral de Depósitos de Vale de Cambra está a ser acusada de colocar “picos anti-sem abrigo” à porta. A denúncia foi feita pela coordenação distrital de Aveiro do Bloco de Esquerda, através do Twitter, que classifica a medida como sendo reveladora de discriminação social.

“Aquele local sempre foi usado para algumas pessoas se sentarem e só depois de um sem-abrigo começar a sentar-se lá é que colocaram os pinos”, refere o partido, em comunicado, citado pela agência Lusa. Na fotografia partilhada no Twitter, podem ver-se faixas de metal de onde se elevam vários cilindros com cerca de 10 centímetros de altura, todos espaçados entre si e rematados por extremidades pontiagudas.

Os picos “é reveladora de um total desprezo e falta de solidariedade para com as pessoas mais desprotegidas da nossa sociedade”, defende a distrital do BE, citada pela Lusa. Os bloquistas acrescentaram que “a colocação destes picos anti-sem abrigo é reveladora de um total desprezo e falta de solidariedade para com as pessoas mais desprotegidas”, que são vítimas “de um modelo social falhado e de uma crise provocada em grande medida pela própria banca”.

 A agência de Vale de Cambra está, segundo o BE, a “copiar o que os especuladores imobiliários andaram a fazer em Londres”. O partido exige, por isso, uma “rápida retirada desse instrumento de tortura social”. Contactada pela Lusa, a gerência da CGD de Vale de Cambra remeteu para a sede do banco em Lisboa, já que a decisão “não é da agência, mas central”.

Vale de Cambra muito à frente!Picos anti sem-abrigo na agência da Caixa Geral de Depósitos.

Posted by Bloco de Esquerda Vale de Cambra on Monday, 10 July 2017



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