CGD avalia integração do Caixa BI

Integração do Caixa BI na casa-mãe é uma das possibilidades em estudo na reestruturação do grupo público liderado por Paulo Macedo.

A Caixa Geral de Depósitos (CGD) está a avaliar a integração do Caixa Banco de Investimento (BI), que assim deixaria de ser uma entidade autónoma para passar a ser um departamento do banco do Estado, apurou o Jornal Económico. A acontecer, esta integração irá ao encontro de estratégias idênticas implementadas por concorrentes como o BCP e o Santander, que optaram por ter departamentos internos dedicados à área de banca de investimento.

A eventual integração do Caixa BI – que conta com cerca de 180 funcionários – na CGD é uma das medidas possíveis no âmbito do plano de reestruturação do banco público, mas ainda não está decidida. A administração da Caixa, liderada por Paulo Macedo, está neste momento focada no plano de recapitalização, que vai prosseguir com uma emissão de dívida subordinada que aguarda a autorização da Comissão Europeia, tal como o Jornal Económico avançou há duas semanas.
O Caixa BI é a plataforma de banca de investimento do Grupo Caixa Geral de Depósitos, “atuando em articulação com as estruturas comerciais e financeiras da CGD”, refere a instituição na sua página de Internet.

O banco de investimento liderado por Joaquim Saldanha e Souza está sediado em Lisboa e tem uma sucursal em Espanha. Tem como mercado-alvo “grandes e médias empresas, institutos públicos e autarquias, investidores institucionais e promotores de grandes projetos de investimento de dimensão nacional e regional e, ainda, os particulares com investimentos na área de trading, em instrumentos financeiros”, refere.

Tal como sucede com outros bancos de investimento, a estrutura de proveitos do Caixa BI assenta nas comissões obtidas em mandatos de assessoria,  com serviços de intermediação financeira e de resultados da atividade de tomada de crédito, gestão de ativos e passivos e de gestão de riscos.

Em 2015, último ano de que há contas divulgadas, o Caixa BI teve um resultado líquido positivo de 7 milhões de euros, com um produto bancário de 49,5 milhões. O ativo fixou-se em 1,8 mil milhões de euros, incluindo uma carteira de crédito de 358 milhões.

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