CDU acusa Governo Regional de mentir sobre amianto no Porto Santo e exige que executivo tome medidas de prevenção

O partido pediu esclarecimentos às entidades de saúde pública da Madeira no sentido de clarificaram "quais são as medidas de salvaguarda dos direitos das populações nestes processos de remoção de amianto".

A CDU acusou o Governo Regional de mentir “quando quer fazer querer que ainda não foram iniciados os trabalhos de remoção de amianto” na Escola do Porto Santo quando estes já se iniciaram na semana passada. O partido exigiu ao executivo madeirense que tome medidas preventivas na remoção deste material devido o impacto nocivo que tem para a saúde pública.

“Mente o Governo Regional desavergonhadamente quando procura fazer crer que nas escolas do Porto Santo os produtos contento amianto não estão ainda a ser removidos, pois, tal processo já se iniciou na última semana. Mente desavergonhadamente o Governo Regional quando pretende negar que as várias pessoas que procuraram cuidados de saúde nas urgências do Centro de Saúde do Porto Santo, com relação direta e próxima com amianto, nada teriam a ver com aquele problema”, denuncia a CDU.

O partido exige que o executivo madeirense tome medidas de segurança preventivas devido aos efeitos nocivos do amianto para a segurança pública e que exista “uma maior prudência e cuidados preventivos nos cuidados e na segurança de que trabalha com produtos com amianto e das populações das áreas envolventes”.

São pedidos também esclarecimentos, da CDU, às entidades de Saúde Pública da Região sobre “as medidas concretas de salvaguarda dos direitos das populações nestes processos de remoção de produtos contendo amianto” e apela a que sejam garantidos os direitos dos trabalhadores.

De referir que o executivo madeirense já tinha dito que as pessoas que tinha sido atendidas e examinadas no Centro de Saúde “se encontram bem” acrescentando que as obras de construção da Escola do Porto Santo e de retirada de amianto “estão a ser executadas por uma empresa devidamente certificada para o efeito, e que esta cumpre todos os requisitos e procedimentos aos quais está obrigada”.

“Importa referir que o trabalhador presente no local, devidamente equipado com o fato de segurança, não estava a retirar placas de amianto, mas sim a inspecionar o local onde no dia seguinte (hoje) iriam se iniciar os trabalhos de remoção. Não houve, portanto, na quarta-feira, trabalhos de remoção de amianto na Escola Secundária”, explica a Secretaria Regional dos Equipamentos e Infraestruturas.

A mesma Secretaria Regional refere que “deu instruções para que fosse feita, de imediato, uma medição do nível de fibras de amianto presentes no espaço onde se encontravam as pessoas” que foram assistidas no centro de saúde e que os resultados devem estar disponíveis na próxima semana.




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