Catalunha confirma que recebeu alerta da CIA mas não sobre “esta ameaça em concreto”

"Insisto, não se falou sobre esta ameaça em concreto em nenhuma reunião sobre terrorismo", refere o chefe da polícia catalã, em conferência de imprensa.

Sergio Perez/Reuters

O governo da Catalunha reconheceu esta quinta-feira de manhã que não deu credibilidade aos avisos da CIA (Central Intelligence Agency) mas negou que qualquer informação recebida tivesse a ver com o plano do autodenominado Estado Islâmico (Daesh) para avançar com um atentado este verão, na cidade de Barcelona.”Insisto, não se falou sobre esta ameaça em concreto em nenhuma reunião sobre terrorismo”, assegura a polícia.

Aos jornalistas, o ministro do Interior da Generalitat, Joaquim Forn, e o major dos Mossos d’Esquadra [polícia da Catalunha], Josep Lluis Trapero, negam que os Estados Unidos da América tenha alertado em maio para um possível ataque do Daesh em Barcelona. Segundo o governnante, nenhuma força policial espanhola deu crédito ao anúncio da CIA.

A Generalidad, o sistema institucional em que a comunidade autónoma espanhola é organizada politicamente, composta pelo Parlamento, pelo Conselho Executivo e pela Presidência da Generalitat, deu uma conferência de imprensa esta manhã para comentar a alegada troca de informações entre a agência de serviços secretos norte-americana e a polícia espanhola.

“Os avisos conhecidos não têm como base o ponto de vista da polícia e a luta contra o terrorismo”, sublinhou o ministro, em declarações citadas pelo El País. À margem do mesmo discuros, os porta-vozes do governo e da polícia enfatizaram que os avisos recebidos não estavam relacionados com os ataques do passado dia 17 de agosto. O número um da polícia explica que o alerta foi recebido, assim como outros para “de jogos de futebol, concertos” e outras dezenas de lugares.

A notícia surgiu esta quinta-feira, após o jornal espanhol El Periódico de Catalunya ter escrito a que as autoridades catalãs souberam das intenções dos jihadistas a 25 de maio, avançadas pela CIA, bem como pelo Centro Nacional de Inteligência e pelas forças de Estado de Espanha. O responsável dos Mossos d’Esquadra considera que este meio de comunicação tem levado a cabo uma campanha de descredibilização e de desprestígio do trabalho policial. “Trataram-nos abertamente como mentirosos. Não recebemos nenhum comunicado da CIA”, disse Josep Lluis Trapero.





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