Caso dos emails do Benfica: Justiça investiga corrupção passiva e ativa

A Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa confirma buscas, em curso, nas instalações do Estádio da Luz. Operação estende-se a casas do presidente Luís Filipe Vieira e do comentador Pedro Guerra. Justiça diz que estão em causa suspeitas de crimes de corrupção relativas ao caso dos emails do Benfica.

No inquérito ao caso dos emails do Benfica, que levou hoje à realização de buscas ao SL Benfica, estão ser investigados os crimes de corrupção ativa e passiva, confirmou hoje a Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa (PGDL), dando conta que na operação em curso encontram-se no terreno quatro magistrados do Ministério Público, dois Juízes de instrução e 28 elementos da PJ, incluindo Inspectores e peritos financeiros e contabilísticos e informáticos.

“No âmbito de um inquérito da 9ª secção do DIAP de Lisboa foram emitidos mandados de busca domiciliária e não domiciliária, relativos a investigação em curso pelos crimes de corrupção passiva e activa” na actividade desportiva, avança em comunicado a Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa. Segundo a PGDL, no inquérito “investiga-se a prática, por parte de um suspeito, dos referidos crimes, relacionados com os denominados emails do Benfica”.

O comunicado da PGDL surge após notícias de buscas ao SL Benfica, bem como às casas do presidente Luís Filipe Vieira e do comentador Pedro Guerra. A Sport Lisboa e Benfica SAD confirmou, entretanto, que, no âmbito dos processos de investigação em curso, foram realizadas operações de recolha de informação nas instalações do Estádio da Luz por elementos da equipa de investigação da PJ.

Em causa está um alegado esquema de corrupção, e emails trocados entre Paulo Gonçalves, assessor jurídico do Benfica e de Filipe Vieira, e relativamente à oferta de bilhetes para jogos no Estádio da Luz, e também para a final da Liga Europa, em Turim, na temporada de 2013/14. O caso ficou público depois da denúncia de Francisco J. Marques, diretor do Porto Canal, em junho.

O comunicado avança ainda que a operação encontra-se em curso, contando com a presença de quatro magistrados do Ministério Público, dois Juízes de instrução e 28 elementos da PJ, incluindo Inspectores e peritos financeiros e contabilísticos e informáticos. E conclui que o inquérito encontra-se em segredo de justiça.

Sábado noticiou há algumas semanas que o juiz Jorge Marques Antunes não autorizou a realização das buscas, justificando a decisão com o facto da correspondência ter sido obtida de forma ilícita. O Benfica já tinha acusado o FC Porto de pirataria informática.

Há cerca de quatro meses, o Futebol Clube do Porto acusou as “águias” de “tentar abafar” o caso, por ter tentado impedir a divulgação das mensagens, mas a ação foi travada pelo Tribunal Cível do Porto.

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