Casa Branca define como terrorismo protestos na Virgínia

“Cada vez mais se cometem ataques contra as pessoas para incitar o medo, o terrorismo", disse este domingo o conselheiro de Segurança Nacional da Casa Branca, Mc Master, em entrevista ao canal ABC.

Os confrontos entre supremacistas brancos e pessoas que militam contra o fascismo em Charlottesville, no estado norte-americano de Virgínia, foram definidos pelo conselheiro de Segurança Nacional da Casa Branca, H. R. McMaster, como atos de “terrorismo”.

“Cada vez mais se cometem ataques contra as pessoas para incitar o medo, o terrorismo”, disse este domingo Mc Master, em entrevista ao canal ABC. “Condenamos os supremacistas brancos, os racistas e os grupos nazistas”, acrescentou o conselheiro, após Donald Trump ter sido duramente criticado por republicanos e democratas pelos seus comentários sobre o ato.

A manifestação, que reuniu mais de mil pessoas, provocou a morte de três pessoas: uma mulher, que foi atropelada por um carro, e duas que estavam a bordo de um helicóptero da polícia, que caiu na região. Na conferência de imprensa após o confronto, o presidente dos Estados Unidos culpou “vários lados” pela violência, sem condenar explicitamente os grupos neonazistas.

“Condenamos, nos termos mais firmes possíveis, essa exibição atroz de ódio, fanatismo e violência procedente de vários lados. O ódio e a divisão devem parar agora. Temos que nos unir como norte-americanos, com amor à nossa nação”, frisou. O presidente não respondeu às perguntas dos jornalistas que o questionaram sobre s considerava o atropelamento de manifestantes antirracistas um ato de terrorismo.

No Twitter, o senador republicano da Flórida, Marco Rubio, afirmou que é “muito importante para o país que o presidente descreva os eventos em Charlottesville como eles são: um ataque terrorista de supremacias brancos”.

Centenas de nacionalistas iniciaram um protesto na noite da passada sexta-feira (11) contra a remoção de uma estátua de Robert E. Lee, um general confederado da Guerra Civil norte-americana. Entre os grupos estavam neonazistas, que entraram em confronto com manifestantes antifascistas e antirracistas.





Mais notícias
PUB
PUB
PUB