Carlos César: PS deve defender “serviço público” na reestruturação da rede de balcões da CGD

Líder parlamentar do PS diz que "não é num caso de milhares de milhões de euros que se admite o fecho de um único balcão por concelho, onde podem estar dois funcionários e com limitação de prestação de serviços".

Carlos César, líder parlamentar do PS, pediu hoje aos deputados socialistas que defendam o “serviço público” no processo de reestruturação da rede de agências da Caixa Geral de Depósitos (CGD), noticia a agência “Lusa”,  numa nota enviada esta manhã aos membros da direção da bancada socialista.

No âmbito do processo de recapitalização da CGD, a administração do banco público deverá encerrar cerca de 70 balcões até ao final de 2017. Esta reestruturação tem suscitado dúvidas ao PCP, Bloco de Esquerda (BE) e “Os Verdes” e que conta já com a oposição do PSD.

Carlos César refere que, numa próxima audição parlamentar sobre o assunto, o Grupo Parlamentar “deve defender que não é num caso de milhares de milhões de euros que se admite o fecho de um único balcão por concelho, onde podem estar dois funcionários e com limitação de prestação de serviços”.

O presidente do PS salienta ainda que “se pode ser admissível que o Governo, apesar de acionista único, não queira dar orientação, têm razão os que acham que o parlamento não deve assobiar para o ar”. Assim, acrescenta, “na primeira oportunidade, em contrário, da direção ou do grupo, é esta a orientação que vai vigorando”.

O encerramento de balcões da CGD e a redução do número de trabalhadores, levou o BE a pedir uma audição do ministro das Finanças, Mário Centeno, no parlamento.

 

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