CAP pede medidas extraordinárias para combater a seca

As previsões agrícolas divulgadas esta terça-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) apontam para que a área destinada aos cereais de outono/inverno seja a menor dos últimos 100 anos.

Jason Reed/Reuters

A seca extrema não está a dar tréguas no setor da agricultura e as previsões do Instituto Nacional de Estatística (INE) antecipam uma redução da área de cultivo de cereais de inverno para um mínimo histórico dos últimos 100 anos. À rádio “TSF”, o presidente da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP), Eduardo Oliveira e Sousa, pede ao Governo um plano nacional de emergência temendo pela soberania alimentar do país.

Eduardo Oliveira e Sousa considera que é urgente serem tomadas medidas a curto, médio e longo prazo para reverter a tendência de enfraquecimento da produção agrícola. O responsável pede medidas  extraordinárias para o setor e defende que deve ser o próprio primeiro-ministro, António Costa, a coordenar esse plano.

“Neste moment,o precisamos de vontade e de reconhecimento. Queremos que as pessoas que têm o poder nas mãos reconheçam esta situação e que comecem a tomar decisões objetivas”, explicou à TSF Eduardo Oliveira e Sousa. “Onde é que estão as medidas e os planos? É preciso que se debatam estas medidas connosco, com todas as entidades da sociedade civil. A população tem as suas organizações devidamente formadas no terreno, que têm de ser ouvidas, para que depois haja uma equipa técnica que pense nas soluções e só depois as decisões políticas”, acrescenta.

O presidente da CAP dá exemplos de medidas que podem ser implementadas neste setor como, por exemplo, ajudas específicas à manutenção de animais e a simplificação das regras da Política Agrícola Comum. Além disso, Eduardo Oliveira e Sousa fala da necessidade de pedir a Bruxelas ajudas extraordinárias.

As previsões agrícolas divulgadas esta terça-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) apontam para que a área destinada aos cereais de outono/inverno seja a menor dos últimos 100 anos. Este é o quinto ano consecutivo em que se prevê uma diminuição da área cultivada, com o gabinete de estatísticas a antecipar um mínimo histórico de 121 mil hectares para este tipo de culturas agrícolas.






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