“Calúnia e insinuação”: Medina “indignado” com polémica sobre aquisição de imóvel

O atual presidente da Câmara de Lisboa garante estar totalmente empenhado no esclarecimento e transparência dos fatos.

O atual presidente da Câmara Municipal de Lisboa e candidato às eleições de 1 de outubro, Fernando Medina, disse que a polémica sobre a aquisição de um duplex nas Avenidas Novas, em Lisboa, assenta em “factos falsos” que “ofendem” a sua honra.

Para Medina, o processo de compra do imóvel em questão foi “um acto normal”, entretanto “transformado numa calúnia e insinuação” o que lhe provoca “indignação”, segundo o jornal Público.

 Reação na página da candidatura 

Para além das declarações proferidas numa ação de campanha que decorreu hoje, Medina reagiu à polémica ao publicar na página da campanha os documentos relativos à compra do imóvel, depois de ser tornado público que o Ministério Público abriu uma investigação, após uma denúncia que anónima que chegou à Procuradoria-Geral da República (PGR) no final de agosto.

Fernando Medina explica todo o processo sobre a atual casa e salienta que “até ser questionado por órgãos de comunicação social nunca pensei que fosse imaginável qualquer associação deste ato de compra de casa às minhas funções na CML ou a decisões aí tomadas. Por ser impróprio, irreal e absurdo”, diz, numa alusão às notícias sobre a aquisição do imóvel ter sido feita a um elemento da família Teixeira Duarte, uma empresa com a qual a autarquia tem relação comercial.

O atual autarca salienta que é detentor de um único imóvel e, a par com a esposa, responsável “pelo pagamento do crédito bancário que lhe está associado”.

“Adquiri uma casa como qualquer cidadão. Tive como motivo ter residência próxima da família, para bem-estar de todos. Tive conhecimento por anúncio e negociei exclusivamente através de agência. Paguei um valor totalmente em linha com o mercado e os praticados neste imóvel. Recorri a financiamento bancário para pagar a compra. Repito, adquiri uma casa como qualquer cidadão”, defende.

Fernando Medina conta que contactou a imobiliária que tinha o apartamento à venda, por este se situar em frente ao apartamento dos sogros, e que a mesma intermediou toda a negociação. O autarca diz que a aquisição foi o duplex foi adquirido por “um preço superior ao que estava a ser pedido pela agência, 645 mil euros em vez dos 635 mil solicitados”.

Defende que “o preço a que adquirimos o imóvel enquadra-se nos valores por metro quadrado a que foram vendidos a quase totalidade dos imóveis nesse prédio” e que o valor de aquisição do m2 da aquisição foi 7,5% superior às ofertas de venda e 47,8% superior às escrituras na zona, no segundo trimestre de 2016.

Segundo o contrato de compra e venda, o Banco concedeu a Medina e à esposa, um empréstimo de 517.600 mil euros, durante 384 meses, para habitação própria permanente.

O jornal online Observador noticiou, nesta segunda-feira, que o presidente da Câmara de Lisboa declarou ao Constitucional o pagamento de um sinal de 220 mil euros relativo à compra de um ‘duplex no centro de Lisboa’, bem como o recurso ao crédito bancário,  mas não informou o (TC sobre a compra final do imóvel.

Segundo a lei, os autarcas têm de atualizar a declaração de rendimentos sempre que fazem qualquer alteração patrimonial superior a 50 salários mínimos – que totalizavam 26.500 euros em 2016 –, refere o site.





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