Caloiros revoltam-se contra obrigatoriedade de pagar kit de praxe em Aveiro

Depois de financiamento para um encontro de praxe ter sido recusado, os estudantes mais velhos pediram dinheiro aos caloiros.

Estudantes de primeiro ano da Universidade de Aveiro foram confrontados com a compra de um kit de praxe pelos colegas de outros anos, mas não ficaram contentes com o carácter “obrigatório” do pedido. O valor do kit (1,5 euros) seria usado para financiar um encontro anual de comissões de praxe, segundo a denúncia feita pela Associação Académica da Universidade de Aveiro (AAUAv) depois das queixas de vários alunos.

A questão é que a associação “é permanentemente contra a cobrança obrigatória de dinheiros em atos de praxe”, segundo um comunicado publicado pela AAUAv na página de Facebook. “Faz precisamente este mês dois anos que os responsáveis pela praxe da academia assinaram um memorando de entendimento onde se comprometeram à não realização de peditórios, taxas, venda de bens ou contribuições monetárias em qualquer atividade praxista no seio da universidade”, pode ler-se.

Os alunos de primeiro ano terão sido avisados durante a praxe e por e-mail para levantar um kit comemorativo, com um custo de 1,5 euros, “de cariz obrigatório”. A AAUAv declarou ainda que condena o pedido, que estará relacionado com um corte de financiamento às atividades de praxe.

“A Direção da AAUAv mostrou-se completamente indisponível para financiar qualquer tipo de iniciativa deste género e relembra o relatório recentemente apresentado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior que solicita que o Governo ‘impeça o financiamento público de atividades de praxe académica, nomeadamente através do financiamento indireto que é atribuído às estruturas informais e não legitimadas de praxe por via de associações académicas e de estudantes’”, refere o comunicado.

“Como consequência da indisponibilidade da Direção da AAUAv para financiar esta iniciativa, os responsáveis da praxe decidiram obrigar os novos alunos a pagar as despesas da iniciativa. A Direção da AAUAv opõe-se fortemente a este tipo de posicionamento”, acrescentou a AAUAv.

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