CaixaBank tem Plano de 100 dias para “melhorar” o BPI

Gonzalo Gortázar diz ter ficado "impressionado com a diligência, capacidade e espírito colaborativo das equipes do BPI. Cada vez que estamos mais convencidos de que o BPI é o melhor banco e o banco com o maior potencial do país".

O CaixaBank reuniu os seus accionistas esta quinta-feira, 6 de Abril, em assembleia-geral, para aprovar os resultados de 2016. Os presidente e presidente executivo, Jordi Gual e Gonzalo Gortázar, destacaram a contribuição do BPI para converter o CaixaBank no primeiro banco ibérico por activos e clientes, e com um volume de negócio de 564.000 milhões de euros.

Em relação ao BPI, Gonzalo Gortázar avança que “estamos a trabalhar em conjunto num ‘Plano de 100 dias’ para melhorar os resultados operacionais, os serviços, para reduzir custos e acima de tudo, aumentar a receita”.

O presidente do CaixaBank, Jordi Gual, destacou por sua vez que “a retribuição ao accionista durante o exercício de 2016 será de 54% de payout sobre os resultados”, o que implica uma rentabilidade para o acionista superior à média da banca espanhola e mesmo da zona euro, explica.
Para Jordi Gual, as prioridades para a segunda metade do Plano Estratégico 2015-2018 passam por “continuar a apostar na diversificação de receitas e potenciar o negócio dos seguros e da gestão de ativos.

Já o CEO do CaixaBank, Gonzalo Gortázar, reafirmou a “trajectória ascendente do resultado nos últimos 5 anos, ao passar dos 230 milhões de lucros no ano de 2012 aos 1.047 milhões obtidos em 2016”.

O sistema financeiro está a suportar a recuperação económica, disse o presidente Gual. Na primeira parte de seu discurso, o presidente da CaixaBank reviu o ambiente macroeconómico e as perspectivas globais para 2017. “A economia global registou em 2016 uma taxa de crescimento semelhante à do ano anterior e terminou com alguns sinais de aceleração que esperamos se prolongue em 2017”, expôs Gual que antevê um papel importante dos bancos nesta recuperação.

Para o presidente do CaixaBank, “a força comercial do banco é uma vantagem competitiva, o que nos permite continuar a aumentar quota de mercado, mesmo num ambiente repleto de dificuldades. O que demonstra que o nosso modelo funciona”, enfatizou Gual.

“Esta liderança consolidada em Espanha foi estendida a toda a Península Ibérica. Nas palavras de Jordi Gual, “estamos muito satisfeitos por ter concluído a aquisição, de forma bem sucedida, do BPI. A 80ª aquisição na história do grupo e que nos torna no primeiro banco ibérico, tanto em ativos, como em volume de negócios [produto bancário] e balcões”, diz o presidente do Caixabank aos seus acionistas.

“O BPI é um projeto que irá criar valor sustentável para os nossos accionistas e para os do BPI”, diz Gual.

Para Gonzalo Gortázar, “o CaixaBank não necessita de grandes transformações e deve fundamentalmente continuar a fazer o que sabe fazer: captar clientes e prestar o melhor serviço através da excelente rede de balcões e outros canais de forma a colocar a instituição numa posição competitiva”.
Na lista de prioridades está ainda a dinamização da transformação digital “permanecer fiéis ao nosso compromisso social e cuidar especialmente cuidar da nossa gestão e do desenvolvimento da nossa grande equipe de recursos humanos”, diz.

Gonzalo Gortázar observou ainda que “o CaixaBank é a entidade melhor posicionada para enfrentar alterações do contexto económico, e que se traduzirá num aumento cada vez mais provável e próximo da taxa de juro, na redução do desemprego, na necessidade crescente de poupanças, melhoria do poder de compra das famílias e melhoria na recuperação de crédito.

Em relação à demonstração de resultados, o CEO salientou, em primeiro lugar, a progressão positiva da receita, por outro, a redução dos custos. A este respeito, Gortázar disse que “desde 2011, incluindo o custo das entidades adquiridas, os custos recorrentes baixaram 18%. Este é um grande esforço de disciplina e controle de toda a organização. Devemos continuar nesta linha e vamos “.

Gonzalo Gortázar dedicou uma parte importante da sua apresentação a explicar o culminar da oferta pelo BPI, “o que nos permite iniciar com optimismo e determinação uma nova etapa de impulso do projecto BPI”.

Para Gortázar “a compra tem uma lógica de negócio e também financeira: trata-se de duas entidades que se complementam naturalmente.” Com esta operação, acrescentou, “passamos de ser o primeiro banco de Espanha para passar a ser o primeiro banco na Península Ibérica, com um volume de negócios de 564 mil milhões de euros.”

O CEO também avançou que “começamos a trabalhar juntos muito intensamente num” plano de 100 dias “a fim de construir um modelo mais eficiente e a encontrar formas razoáveis ​​e rápidas para melhorar o resultado operacional, o serviço, reduzir custos e, acima de tudo, aumentar a receita.  “Temos a previsão de que em dois meses se comecem a aplicar as novas directrizes operacionais e temos muita confiança que poderemos cumprir confortavelmente as sinergias anunciadas de 120 milhões por ano”, afirmou Gortázar.

Gonzalo Gortázar diz ter ficado “impressionado com a diligência, capacidade e espírito colaborativo das equipes do BPI. Cada vez que estamos mais convencidos de que o BPI é o melhor banco e o banco com o maior potencial do país”.

Por fim recordou a atitude diferencial que teve o CaixaBank durante a crise, mantendo uma política de máxima inclusão financeira, ao aplicar mais de 22.400 imóveis recebidos por dação em pagamento desde 2009, em aluguer às famílias que ficaram sem condições de pagar a hipoteca. Em 60% dos casos a família ficou como arrendatária, e muitas vezes com uma renda subsidiada. O banco ofereceu ainda 33.500 casas para habitação social e para instituições de solidariedade contribuindo assim para a resolução da crise com contribuições totais no valor de 4.100 milhões de euros.

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