Caixa BI revê em alta preço alvo do BCP

"Ajustámos as nossas estimativas para o BCP após a apresentação dos resultados do 1º trimestre de 2017. O justo valor é aumentado para 0,26 euros (vs 0,25 euros) com uma recomendação de compra inalterada", diz a nota do Caixa BI.

O Caixa BI lançou hoje uma nota de avaliação do potencial de valorização das ações do BCP, depois da apresentação de resultados semestrais na segunda-feira. Segundo a nota o BCP tem um price-target de 26 cêntimos o que compara com o fecho da cotação de hoje (22,5 cêntimos) e traduz um potencial de valorização de 15,6% das ações do banco liderado por Nuno Amado.

“Ajustámos as nossas estimativas para o BCP após a apresentação dos resultados do 1º trimestre de 2017. O justo valor é aumentado para 0,26 euros (vs 0,25 euros) com uma recomendação de compra inalterada”, diz a nota do Caixa BI.

As melhorias na conta de resultados devem continuar a ser impulsionadas pela redução das provisões para crédito (qualquer queda de 10 pontos base no custo do risco de crédito equivale a cerca de 48 milhões de euros de imparidades de crédito). A recuperação da rentabilidade também deve ser suportada pelo aumento das receitas. Prevê-se que a margem financeira continue a aumentar, impulsionada pela diminuição do custo de financiamento [depósitos]. Prevê-se igualmente que a estabilização dos volumes de crédito desempenhe um papel significativo no futuro (o crédito performante deverá aumentar em 1.000 milhões de euros em 2017). No que se refere a “taxas e comissões”, espera-se um crescimento anual de 1,5% a 2% para 2017″, diz o banco de investimento.

O BCP registou no último trimestre um lucro líquido de 50,1 milhões face a um lucro líquido de 46,7 milhões no 1º trimestre de 2016 (+ 7,4% em termos homólogos) e face a um lucro de 275 milhões de euros no 4º trimestre de 2016 (-81,8% em base trimestral). As tendências subjacentes às principais variáveis, nomeadamente a margem financeira (+ 13,7% anualmente) e o custo do risco de crédito (114 pb face a 216 pb no fim de 2016) “foram claramente positivas”. Por outro lado, a evolução da qualidade dos activos (-84% anualmente nas novas entradas líquidas em crédito malparado – NPL> 90 dias) na atividade doméstica, e uma redução de NPE (crédito em risco) para 9,2 mil milhões face a 9,4 mil milhões em 2016, foram igualmente positivos para o Caixa BI.

Nota: A notícia não dispensa a consulta da nota emitida pela casa de investimento.

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