Caixa ‘aperta o cinto’ e trabalhadores em férias serão afetados

Banco público vai deixar de pagar aos trabalhadores o subsídio de refeição durante os dias de férias, de acordo com uma nota interna, disse à Lusa o coordenador da Comissão de Trabalhadores.

Rafael Marchante/Reuters

Segundo Jorge Canadelo, a administração justificou esta decisão com o “cumprimento rigoroso do Acordo de Empresa”, que refere que o subsídio de refeição é pago nos dias de serviço efetivo.

O pagamento do subsídio de alimentação não é obrigatório por lei, mas resulta da aplicação dos acordos coletivos ou de acordos de empresa. Em geral, na maioria das empresas, só é pago por dias de trabalho efetivamente prestados.

Contudo, disse Jorge Canadelo, há mais de 40 anos que a CGD acordou com as estruturas representativas dos funcionários pagar subsídio de refeição mesmo em férias, considerando que esta mudança significa desrespeitar “unilateralmente um compromisso ético na área laboral”.

Jorge Canadelo afirmou mesmo que esta medida não parece consonante com o facto de a administração da CGD necessitar do apoio dos trabalhadores para executar o plano de reestruturação do banco público: “Não está um clima social favorável”, acrescentou.

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