Cabo Verde: importações da Europa caíram 28% e Espanha ultrapassou Portugal como maior comprador de produtos cabo-verdianos

As exportações de Cabo Verde no primeiro trimestre de 2018, totalizaram em 1,5 milhões de contos contos, correspondendo a um acréscimo de 77,4%, mais de 600 mil contos face ao mesmo período do ano anterior. Espanha é o maior comprador de produtos cabo-verdianos, e verifica-se que as Exportações da Europa para Cabo Verde diminuíram 28,8%, enquanto cresce a importação de mercadorias da América (20,5%), da Ásia (41,6%) e o Resto do Mundo (34,3%).

Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), a Europa continua sendo o principal cliente de Cabo Verde, absorvendo cerca de 97,3% do total das exportações cabo-verdianas e evoluindo 79,5% comparativamente ao mesmo período do ano anterior.

As exportações para os outros continentes foram de montantes pouco expressivos, embora tenham crescido para a América, informa o INE.

Destaque para a Espanha que lidera o ranking dos principais clientes de Cabo Verde, absorvendo, no primeiro trimestre de 2018, 75,4% do total das exportações cabo-verdianas.

Portugal ocupa o segundo lugar na estrutura das exportações de Cabo Verde, com 21,7%, diminuindo 19,7 p. p em relação ao mesmo período do ano de 2017.

Entre os produtos exportados por Cabo Verde no primeiro trimestre de 2018, os preparados e conservas lideram o ranking com 56,0%, os peixes, crustáceos e moluscos ocupam o segundo lugar com 20,2%, os vestuários ocupam o terceiro lugar com 10,4%, em relação ao valor registado no mesmo período do ano anterior.

Os três produtos representaram, no período em análise, 86,6% do total das exportações de bens de Cabo Verde. Dos produtos destacados, as bebidas alcoólicas registaram uma evolução negativa de (-27,2%), comparativamente aos montantes registados no primeiro trimestre de 2017.

Os dados provisórios do comércio externo apurados pelo INE mostram, entretanto, que, no primeiro trimestre de 2018, as importações e as reexportações tiveram evolução negativa de (-19,6%) e (-8,0%), respectivamente. O INE confirma também que no período em análise, o défice da balança comercial diminuiu (-23,7%) e a taxa de cobertura aumentou em 4,9 p.p.

Relativamente às importações de Cabo Verde, no período em análise, registaram um decréscimo de 19,6%, face ao mesmo período do ano anterior. O continente europeu continua a ser o principal fornecedor de Cabo Verde, com 74,2% do montante total (contra 83,8% do mesmo período do ano transato). As exportações deste continente para Cabo Verde, diminuíram 28,8%, face ao mesmo período do ano anterior, confirma os dados do INE.

No entanto, registou-se aumentos no montante das importações provenientes da América (20,5%) da Ásia (41,6%) e o Resto do Mundo (34,3%) e, uma redução das que tiveram como origem, a África (-1,4%), comparativamente ao período homólogo.

Portugal e Espanha (mesmo tendo evoluções negativas de, respetivamente, -12,2% e -49,1%), ocupam o primeiro e o segundo lugar, respetivamente, entre os fornecedores de Cabo Verde, representando 42,9% e 14,4% do total das importações em Cabo Verde, respectivamente, seguidos da China e da India com respetivamente, 5,4% e 3,9%, do total das importações,

Constatou-se, por outro lado, que os Países Baixos, a França, o Brasil e a Itália, também registaram no 1º trimestre de 2018, evoluções negativas de -14,9%, -59,3%, -15,8% e -68,7% respectivamente, em comparação com o mesmo período do ano transato.

Os dez principais produtos importados, atingiram 49,2% do montante total das importações do país (contra os 43,1% alcançados por esses mesmos produtos no período homólogo).

Analisando a evolução no período em apreço, constatou-se que, dos produtos destacados, os combustíveis (4,7%), os veículos automóveis (40,3%), o leite (3,7%) e as bebidas alcoólicas (0,6%), evoluíram positivamente face ao primeiro trimestre de 2017.

Os restantes produtos registaram taxa de variação negativa, sendo que o arroz, as máquinas e os motores e cimentos, evoluíram -40,1%, -28,1% e -27,3%, respectivamente, face ao mesmo período de 2017.

Na análise das importações por grandes categorias de bens os dados do INE mostram que, no primeiro trimestre de 2018, com a exceção dos combustíveis, todas as categorias da Classificação por Grandes Categorias Económicas (CGCE) evoluíram negativamente, em relação ao mesmo período de 2017.






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