Brexit: Ingleses cada vez mais a favor de segundo referendo

Segundo um inquérito realizado pela Opinium, os britânicos estão cada vez mais inclinados para a realização de um segundo referendo com vista à revogação do Brexit. Mas 48% dos inquiridos ainda se revelam a favor da saída.

Stefan Wermuth/REUTERS

A Opinium, empresa britânica de pesquisa de mercado, realizou um inquérito para perceber qual a recetividade dos britânicos à realização de um segundo referendo, que serviria para travar o Brexit e manter o Reino Unido na União Europeia.

Os resultados revelam uma profunda divisão dos eleitores face a esta questão. 41% dos inquiridos são a favor da realização de um segundo referendo, ao passo que 48% não querem regressar às urnas e consideram o assunto resolvido. Os indecisos constituem um total de 12%.

Ao mesmo tempo, os dados da Opinium revelam um crescimento do número de britânicos descontentes com o Brexit, mais precisamente de 10% face a dezembro de 2016, altura em que eram 31% os que apoiavam um novo referendo.

Estes resultados chegam numa altura em que se inicia a segunda ronda negocial do Brexit entre o Reino Unido e a União Europeia e quando várias personalidades do mundo da política falam publicamente sobre a possibilidade de o Brexit não acontecer.

Com o principal negociador da União Europeia, Michel Barnier, a avisar na passada semana que “está na hora” de o Reino Unido negociar o Brexit, o antigo Secretário dos Negócios inglês, Vince Cable, também já afirmou ao Business Insider que agora acredita que o Brexit pode não acontecer: “É uma forte possibilidade. Ainda não é uma probabilidade”, disse.

Também durante a passada semana, Tony Blair, ex-primeiro-ministro britânico, disse publicamente que é “necessário” evitar o Brexit. “Acho que a opinião pública [acerca do Brexit] está a alterar-se”, afirmou Blair à Sky News. “Acredito que é possível que o Brexit não aconteça. Acho que é absolutamente necessário que [o Brexit] não aconteça porque acredito que todos os dias surgem provas novas de que ele será prejudicial economicamente… e politicamente”, concluiu Blair.





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