Bosch investiu 100 milhões em Portugal e mantém fasquia

Com Portugal a crescer quatro vezes mais que o grupo, a Bosch soma razões para celebrar. Vendas recorde de 1,1 mil milhões é uma delas.

O valor de vendas recorde alcançado em 2016 representa um aumento na ordem dos 18%, face ao registado em 2015, e no que diz respeito a investimento no nosso país, a empresa destinou cerca de 100 milhões de euros, com destaque para os projetos de I&D em Aveiro e Braga, bem como para a expansão das três fábricas que detém por cá. Aliás, a área de I&D em Portugal é apontada como uma das explicações da empresa em Portugal: “Conseguimos ultrapassar a barreira dos mil milhões de euros e a este crescimento de 18% junta-se os crescimentos das nossas unidades, com Braga a crescer 36% e Ovar, 11%. Aveiro mantém-se mas os indicadores são muito positivos”, afirmou Carlos Ribas, representante do grupo em Portugal, num encontro com jornalistas, em Lisboa.

Reforçando que o contínuo investimento em atividades de I&D e em produtos inovadores é parte essencial da estratégia para o negócio em Portugal, o responsável sublinhou o “importante papel da Bosch para a economia nacional”, relembrando que continuam a ser um dos principais exportadores de Portugal (exporta mais de 95% da produção para mais de 50 países) e que em matéria de recrutamento, criaram, em 2016, mais de 400 novos postos de trabalho e só nos quatro primeiros meses deste ano já contratou mais 500 pessoas para a fábrica de Braga e até ao final do ano contratará mais 500.

Convicto da qualidade da produção nacional, Carlos Ribas assegura que existem razões para estarmos orgulhosos não só do que é feito cá mas também do que é a “inovação e criação nacional”, capaz de fazer nascer soluções que não existem em todo o mundo. Neste contexto, o líder do grupo em Portugal também frisou a qualidade do desempenho dos engenheiros portugueses que, em sua opinião, “em nada ficam atrás d outros” e que em muitas situações, “são mesmo os melhores”. Questionado sobre se a empresa sente dificuldades em contratar, garante que, à data, não o sentiram, tendo até conseguido captar talento português que tinha emigrado. Atualmente, juntaram-se a esta equipa engenheiros portugueses que estavam a trabalhar em Inglaterra, Holanda, Áustria, Alemanha e Suíça.

Também Javier González Pareja, presidente do grupo Bosch em Portugal Espanha se juntou a este otimismo, afirmando que “Portugal continua a mostrar porque vale a pena investir aqui. Só em Braga, produz-se mais, em volume, do que em cinco fábricas em Espanha. A qualidade e a criatividade do que é feito em Portugal, faz a diferença no grupo”.

Resposta a contrato “de peso” também vai sair de Braga
“”Assinámos o negócio de todos os tempos da divisão Car Multimedia com a Renault Nissan que vai valer dois mil milhões de euros durante um período de cinco anos”, anunciou nesta ocasião, Carlos Ribas. A partir de meados de 2018, toda a produção automóvel Renault Nissan vai ter uma plataforma Bosch produzida, para além de outras duas geografias, em Braga (65% da produção). Diante deste negócio, a Bosch Portugal acaba de receber luz verde por parte do sindicato da Bosch Alemanha para avançar com a expansão da unidade de Braga.

Para tal, contará com um investimento de 38 milhões de euros, o que inclui a aquisição de terrenos e a construção do edifício, de 8 mil m2, que estará concluído no final do próximo ano. Existirá uma segunda fase deste projeto, para a qual foram destinados 9 milhões de euros, eque estará concluída em 2019/2020.
Importa ainda reter que este negócio reflete a forte aposta que está a ser na área de soluções de mobilidade, a qual foi responsável por mais de 60% das vendas empresa em 2016.



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