BCP cai pela quinta sessão consecutiva

Banco liderado por Nuno Amado perde mais de 5% e pressiona PSI 20 para terreno negativo.

Rafael Marchante/Reuters

O BCP cai pela quinta sessão consecutiva e pressiona a bolsa portuguesa. Com 13 cotadas a negociar em terreno negativo, três positivas e duas inalteradas, o PSI 20 recua, esta manhã, 0,78% para 4.554,20 pontos. Lisboa segue a tendência negativa dos principais índices europeus.

Os títulos do Millennium BCP perdem 5,25% para 0,80 euros por ação, numa semana em que o banco liderado por Nuno Amado tem atingido sucessivos mínimos históricos. Na passada segunda-feira foi anunciado um aumento do capital de de 1.332 milhões de euros, no qual uma ação equivale a um direito de subscrever 15 ações, e o BCP chegou mesmo a cair 15%.

Entre as maiores perdas do principal índice português estão ainda a NOS, que negoceia a perder 2,22%, a Sonae que recua 1,54% e a Jerónimo Martins que desce 1,04%. A dona do Pingo Doce vai publicar dados preliminares das vendas do quarto trimestre, hoje após o fecho do mercado.

Já os CTT caem 1,68%, num dia em que o Jornal de Negócios noticia um novo aumento de capital e lançamento de crédito à habitação do Banco CTT ainda durante este ano. Por outro lado, a Pharol é a cotada que mais avança no principal índice português, seguida pela Galp e pela Navigator.

Nas restantes praças europeias, o DAX alemão negoceia a perder 0,65%, o francês CAC 40 desce 0,56%, IBEX 35 perde 0,41% e o britânico FTSE 100 cai 0,27%. Ficam-se também a conhecer hoje as minutas da reunião de política monetária do Banco Central Europeu.

Fora do mercado acionista, o euro valoriza 0,47% para 1,0633. O dólar continua a desvalorizar em relação ao iéne japonês (-1.10%), depois do discurso de ontem do presidente-eleito dos EUA, Donald Trump. “O mercado não teve aquilo que queria – detalhes sobre os estímulos”, explicou ontem o estrategista de câmbio e macro no Canadian Imperial Bank of Commerce, Bipan Rai.

No mercado petrolífero, o Brent sobe 0,71% para 55,48 dólares. O Crude aumenta 0,31% para 52,41 dólares. Os preços do petróleo estão a ser animados pela expetativa de aumento da procura na China e pelos sinais de cumprimento dos acordos entre a OPEP e outros países produtores. De acordo com a agência Reuters, a importação de petróleo pelo gigante asiático vai aumentar 5,3%, para cerca de oito milhões de barris por dia em 2017.

PUB
PUB
PUB