BCE quer avaliar solidez financeira dos dois maiores acionistas do Deutsche Bank

Decisão do regulador bancário europeu surge depois de, na semana passada, a Alemanha se ter tornado o primeiro país da União Europeia a reforçar os regulamentos sobre propriedade estrangeira em empresas nacionais.

Johannes Eisele/Reuters

O Banco Central Europeu (BCE) está a estudar a possibilidade de abrir um procedimento especial para supervisionar a origem e solidez dos recursos financeiros aplicados pelos dois maiores acionistas do Deutsche Bank. Em causa estão os investimentos feitos pela família real do Qatar e do grupo chinês HNA, que detêm cada um quase 10% das ações do principal banco alemão.

Fonte próxima do regulador bancário confirma a informação inicialmente revelada pelo jornal alemão ‘Sueddeutsche Zeitung’ no domingo, dizendo que “a notícia de que o BCE está a investigar ou a considerar investigar as participações bancárias [dos dois maiores acionistas] é verdadeira”. O BCE e Deutsche Bank recusam-se a comentar o caso.

A família real do Qatar, é acionista do Deutsche Bank desde 2014. Em conjunto com o grupo chinês HNA, acionista da TAP através do consórcio Atlantic Gateway e da companhia brasileira Azul, os acionistas das duas empresas têm a possibilidade de travar decisões importantes nas assembleias-gerais e têm um lugar de supervisão no conselho do banco.

A decisão do BCE surge depois de, na semana passada, a Alemanha se ter tornado o primeiro país da União Europeia a reforçar os regulamentos sobre propriedade estrangeira em empresas nacionais.



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