BCE olha para o futuro: tecnologia prestes a revolucionar mercados financeiros

Instituição liderada por Mario Draghi sublinha o potencial de uma tecnologia inovadora para aumentar a segurança das transações de capital e ativos, bem como combater a fraude.

Há uma tecnologia a entusiasmar os mercados e, em especial, os bancos centrais. A Distributed Ledger Technology (DLT) poderá ajudar a combater a fraude e mudar o funcionamento dos mercados financeiros e os bancos, segundo um artigo publicado esta quarta-feira pelo Banco Central Europeu (BCE).

Atualmente, as transações bancárias de capital ou ativos são feitas através de sistemas centralizados, geridos por bancos centrais. Os bancos registam as transações em bases de dados locais que são depois atualizadas. A inovação da DLT consiste numa base de dados de transações alojada em rede, em vez de numa só localização central.

“Toda a cadeia é protegida por algoritmos complexos matemáticos que asseguram a integridade e segurança dos dados. Esta cadeia cria um registo exaustivo das transações incluídas na base de dados”, explica o BCE.

Isto significa, segundo o BCE, que o algoritmo pode aumentar consideravelmente a segurança dos dados. Com a DLT, todos os membros da rede têm acesso à informação e, apenas quem tem permissão pode adicionar mais informação.

“Dado que os algoritmos mantém os dados tão seguros e também porque os membros da rede podem ter acesso às alterações feitas, esta tecnologia tem potencial de dificultar bastante a fraude”, acrescenta. Além do combate à fraude nas transações, o DLT pode ainda aumentar a eficiência através da automatização das transações e da possibilidade de eliminar intermediários.

Para o BCE, a tecnologia é especialmente entusiasmante porque um dos objetivos da instituição é “assegurar que as transações podem ser feitas de forma segura e eficaz na zona euro”, como explica o artigo. “Como parte deste objetivo, monitorizamos de perto a forma como os pagamentos são feitos e os sistemas usados”.

Apesar disso, o DLT é ainda um sistema em fase de teste e o BCE afirma que não está ainda “maduro” para ser utilizado nos sistemas do banco central que estruturam todo o universo financeiro na zona euro.



Mais notícias
PUB
PUB
PUB