IGCP mandata sindicato bancário para lançar nova linha de Obrigações do Tesouro a 10 anos

BBVA, HSBC, JP Morgan, Morgan Stanley, Novo Banco e Société Générale são os 'joint lead managers', segundo a Bloomberg. A operação deverá ficar fechada em breve.

D.R.

O Estado deverá avançar com uma operação de financiamento sindicada gerida pelos bancos BBVA, HSBC, JP Morgan, Morgan Stanley, Novo Banco e Société Générale (joint lead managers), segundo a Bloomberg.

O IGCP mandatou um sindicato bancário para lançar uma nova linha de Obrigações do Tesouro com maturidade em Abril de 2027. A operação deverá ficar fechada em breve, segundo a Bloomberg.

“A transação sindicada deverá ser lançada e o preço definido num futuro próximo, sujeita às condições de mercado”, diz a Bloomberg.

O montante a emitir ainda não é conhecido, mas actualmente as condições de mercado estão piores do que há um ano quando fizeram uma emissão sindicada de 4 mil milhões a 10 anos, pois os juros da dívida soberana portuguesa a 10 anos no mercado secundário estão acima dos 4%.

Há um ano, para emitir a dez anos o Estado português pagou um juro de 2,973%.

A Bloomberg lembra que o rating da República de Portugal é de Ba1/BB+/BB+ (lixo).

A agência de gestão de dívida pública portuguesa (IGCP) anunciou nesta terça-feira que irá emitir entre 14 e 16 mil milhões de euros de obrigações do Tesouro em 2017 e as necessidades líquidas de financiamento do país atingirão 12,4 mil milhões de euros.

“Um montante entre os 14 a 16 mil milhões de euros será obtido via emissão bruta de OT, combinando sindicatos e leilões, assegurando emissões mensais. Os leilões de OT terão a participação dos Operadores Especializados de Valores do Tesouro (OEVT) e Operadores de Mercado Primário (OMP) e serão realizados à 2ª, 4ª e 5ª quartas-feiras de cada mês. O montante indicativo e as linhas de OT a reabrir serão anunciados ao mercado até 3 dias úteis antes do leilão”, revela a instituição liderada por Cristina Casalinho.

No programa de financiamento do país para 2017, o IGCP disse que o montante de empréstimos líquidos este ano inclui os 2,7 mil milhões de euros que o governo já tem destinado para capitalizar o banco estatal Caixa Geral de Depósitos este ano. E”ste valor inclui 2,7 mil milhões de fundos associados à recapitalização da CGD, que já se encontram financiados”, diz o site do IGCP.

“A estratégia de financiamento para 2017 centrar-se-á na emissão de títulos de dívida pública nos mercados financeiros em euros com realização regular de emissões de Obrigações do Tesouro (OT), para promover a liquidez e um funcionamento eficiente dos mercados primário e secundário. Oportunidades para realizar operações de troca e recompras de títulos serão exploradas. Na Estratégia de Financiamento para 2017 o IGCP também antecipa uma contribuição positiva de 1,5 mil milhões de euros de produtos de retalho”, revela a agência.

Em 2017, espera-se que o financiamento líquido resultante da emissão de Bilhetes do Tesouro resultará num impacto nulo. Será mantida a estratégia de emissão ao longo de toda a curva, combinando prazos curtos com prazos longos. O IGCP manterá a realização de leilões mensais de BT na 3ª quarta-feira de cada mês e, se a procura de investidores o justificar, pode usar também a 1ª quarta-feira”, revela o comunicado.

Poderão ainda ser realizadas emissões no âmbito do programa EMTN, em função das oportunidades de mercado que se enquadrem na estratégia de financiamento, acrescenta a agência.

“A gestão do risco de refinanciamento implicará que as operações de financiamento a realizar evitarão a criação de excessivas concentrações temporais de amortizações, assim como a possibilidade de realização de operações de recompra de dívida, oportunamente anunciadas ao mercado. Como habitualmente, o IGCP manterá flexibilidade para introduzir na execução deste programa os ajustamentos que se venham a revelar necessários face à evolução dos mercados e das necessidades de financiamento ao longo do ano”.





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