Banco Mundial modificou “injustamente” relatórios que afetaram o Chile

O economista-chefe do Banco Mundial, Paul Romer, assegurou que vai corrigir a situação e recalcular os "rankings" de competitividade nos negócios que constam do relatório "Doing Business" dos últimos quatro anos, período que coincidiu com o mandato da presidente Michelle Bachelet.

O Banco Mundial alterou as metodologias de cálculo de um dos seus relatórios de forma “injusta e enganosa” durante vários anos, o que afetou a posição do Chile quanto a competitividade empresarial, informou hoje o “The Wall Street Journal”.

O economista-chefe do Banco Mundial (BM), Paul Romer, declarou ao jornal que vai corrigir a situação e recalcular os ‘rankings’ de competitividade nos negócios que constam do relatório “Doing Business” dos últimos quatro anos, período que coincidiu com o mandato da presidente Michelle Bachelet.

Romer acrescentou que a revisão vai afetar o Chile, cuja posição nessa lista foi “particularmente volátil” nos últimos anos devido a “motivações políticas” do Banco Mundial.

Segundo o mesmo responsável, as alterações na metodologia de cálculo “penalizaram fortemente” a posição do Chile no mandato mais recente de Bachelet e as correções vão centrar-se nisso.

“Quero pedir desculpas ao Chile e a qualquer outro país ao qual possamos ter transmitido uma impressão errada”, disse Romer, que assumiu a “culpa” pelo ocorrido.

A posição do Chile na lista variou entre o número 25 e 57 desde o ano de 2006, um período em que alternaram no poder a socialista Bachelet e o conservador Sebastián Piñera.

No período de Bachelet a posição do Chile no ‘ranking’ deteriorou-se repetidamente, mas “subiu” com Piñera.



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