Banco de Portugal já alterou a política de provisões, avança primeiro-ministro

É de uma "demagogia chocante falar de que o governo ia mexer nas reservas do Banco de Portugal. O que propomos, pelo contrário, até é um aumento das reservas. Outra coisa, diversa, são as provisões", disse António Costa no debate parlamentar.

Foto: Cristina Bernardo

O primeiro-ministro António Costa, no debate quinzenal na Assembleia da República, diz que foi de uma “demagogia chocante falar de que o governo ia mexer nas reservas do Banco de Portugal. O que propomos, pelo contrário, até é um aumento das reservas. Outra coisa, diversa, são as provisões”.

Diz António Costa que o que se constatou é que a política que estava a ser seguida pelo Banco de Portugal era mais conservadora do que a que era seguida por outros bancos centrais europeus, e que avaliava o risco da dívida pública de uma forma exagerada, “um risco que o mercado não percepciona”, disse.

“Aliás o Banco de Portugal já antecipou essa mudança, pois  já alterou a política de provisões e este ano vai distribuir mais dividendos ao Estado”, disse Costa.

O regulador bancário vai entregar ao Estado 350 milhões de euros em dividendos este ano, valor acima do que estava previsto no OE para 2017.

A revisão em alta desde números está relacionada com a redução das provisões de 480 milhões para 200 milhões de euros, o que permitiu aumentar o resultado líquido do banco central. Em 2016, o Banco de Portugal atingiu um lucro de 438 milhões de euros, valor superior aos 233 milhões de euros em 2015.

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