Banco de Portugal gastou cerca de 6 milhões de euros com advogados

Desde 2014, o regulador celebrou quatro contratos com a sociedade de advogados Vieira de Almeida & Associados para a resolução do Banco Espírito Santo.

O Banco de Portugal celebrou, desde 2014, quatro contratos com a sociedade de advogados Vieira de Almeida & Associados, o que implica um custo de mais de 6 milhões de euros para o regulador bancário.

O acordo entre a entidade liderada por Carlos Costa e o escritório fundado por Vasco Vieira de Almeida deve-se à assessoria jurídica na resolução do Banco Espírito Santo (BES), explica na edição desta quarta-feira o Jornal de Negócios.

“O contrato com a Vieira de Almeida & Associados representa a renovação de um contrato anterior e está ligado à litigância referente à resolução do BES”, explicou ao matutino de economia o gabinete de comunicação do Banco de Portugal.

O mesmo porta-voz do regulador acrescentou ao jornal que os critérios de escolha do apoio jurídico foram o “domínio técnico”, a “experiência no tratamento das mais variadas matérias” e as “equipas de advogados suficientemente dimensionadas às necessidades” do Banco de Portugal.

Por outro lado, a Vieira de Almeida explica ao diário que, ao longo dos últimos três anos, tem prestado assessoria jurídica a essa instituição “nas diferentes frentes de resolução do BES, incluindo o processo de venda do Novo Banco e a defesa do Banco de Portugal em muitas centenas de ações judiciais cíveis e administrativas”.

Cada um dos contratos teve um custo máximo de 1,5 milhões de euros (sem IVA), sendo que o mais recente foi celebrado no primeiro dia de dezembro de 2016.



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