Avenida da Liberdade: A 13ª artéria no mundo com mais tráfego pedonal

A localização é fundamental na valorização dos imóveis e com a crescente chegada de turistas, sobretudo a Lisboa e ao Porto, faz com que algumas das artérias destas cidades sejam das mais percorridas do mundo, com isso, sobem os preços das casas.

Cristina Bernardo

Por hora, cerca de 4.328 pessoas passam pela Avenida da Liberdade, em Lisboa, um número que coloca a 13ª artéria do mundo com mais tráfego pedonal, segundo o European and NYC footfall, continuanda a 5 Avenida em Nova Iorque a ser a mais visitada com cerca de 32 500 pessoas por hora. A rua de Santa Catarina, no Porto que era até aqui a mais visitada em Portugal, já passou para segundo lugar no ranking nacional e em 14º no European and NYC footfall, com 4 200 pessoas por hora.

De acordo com um estudo levado a cabo pela Controlplan para a promotora imobiliária AVENUE, revela que a Avenida da Liberdade passa então a ser a rainha de Lisboa e de Portugal com mais tráfego pedonal e onde se instalam as lojas e marcas luxury e premium. Uma artéria que regista um fluxo crescente, muito pelo aumento do turismo na capital portuguesa.

Aniceto Viegas, Diretor Geral da AVENUE, revela que se “estima que Portugal venha a receber até ao final de 2017, 21 milhões de turistas, e Lisboa ocupa o 2º lugar do top de cidades a nível europeu com maior crescimento em número de visitas”.

Para o responsável este boom tem deve-se em parte à crescente aposta em reabilitação para habitação no centro das cidades, “a aposta das principais marcas no comércio de rua e o nosso clima, propenso a passeios ao ar livre durante praticamente todo o ano, são fatores determinantes para este volume de tráfego pedonal nas maiores cidades do país”.

Para a promotora imobiliária este estudo tem particular importância porque ele define o mercado imobiliário nestas ruas. Sendo uma promotora que tem em desenvolvimento vários projetos residenciais de luxo nestas artérias é fundamental auscultar e perceber as potencialidades e atratividade destas zonas.

“A localização é o fator predominante na valorização de um imóvel e é também o ponto de partida para uma empresa ou particular considerar fazer um investimento, seja ele em imobiliário para habitação ou comercial. No caso de um investimento comercial, quanto mais movimentadas e atrativas forem as ruas, maior é o investimento que as marcas ou pessoas estão dispostas a fazer”, esclarece o responsável.

Aniceto Viegas salienta que estes produtos beneficiam da localização e que por isso os preços são também mais elevados. “Em primeiro lugar devemos realçar que a habitação, quando a conceção é cuidada, adaptada à procura e bem localizada consegue atingir valores para os quais não havia propriamente um referencial. Exemplo disso é o Chiado, que vendia, em 2012, em plena crise, de 8 a 9.000 euros/m2. Desde aí, assistimos a uma recuperação dos preços devido a uma maior procura nacional e internacional”, explica.

O diretor da ANENUE assegura ainda que esta recuperação de valor consolidou-se em 2017. É de opinião que haverá ainda espaço para um aumento dos preços em 2018, mas com um ritmo muito mais lento. “O mesmo sucedeu e está ainda a suceder na Avenida da Liberdade, com um referencial de valor, até agora inexistente. É também importante referir que a grande maioria da habitação é vendida em planta, não havendo acumulação de stock e com recurso a capitais próprios, sem penalização do sistema financeiro”, salienta.

Pela atratividade destes produtos, Aniceto Viegas revela que para o triénio 2018-2020 está previsto um investimento de 100 milhões de euros em novos projetos, com a possibilidade de um reforço caso se justifique. “Vamos manter a aposta na reabilitação urbana, centrada nas cidades de Lisboa e Porto, e vamos também enveredar por novos desafios, como o de construção para escritórios. Neste caso, queremos ajudar a colmatar uma necessidade de mercado, que se verifica principalmente em Lisboa, na qual a procura é bastante superior à oferta”, admite.
Aniceto Viegas explica que a AVENUE está presente em Portugal desde janeiro de 2015, e desde então tem em implementação sete projetos de reabilitação urbana de excelência. Os projetos encontram-se em diferentes fases, estando um deles, o Liberdade 203, 100% finalizado.

Em fase de construção encontram-se três outros projetos: o Aliados 107, no Porto, com previsão de conclusão da obra para o primeiro trimestre de 2018, e em Lisboa, o Liberdade 40 e o Orpheu XI, ambos com conclusão prevista também em 2018.

Em trabalhos preparatórios de obra e já em comercialização está o The Cordon, localizado no coração do Chiado, um edifício de estilo pombalino datado do século XVIII que oferece 12 apartamentos distribuídos por sete pisos.

Também com trabalhos preparatórios de obra e com início da comercialização previsto para início de 2018 estão o Mulberry Hill, localizado na Rua Artilharia Um, perto do jardim das Amoreiras, e o 266 Liberdade, que vai recuperar o emblemático edifício do Diário de Notícias, devolvendo-lhe a traça original.

“Em pipeline temos três novos projetos que serão comunicados oportunamente”, conclui o responsável.




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